quarta-feira, 27 de junho de 2012

Text 1: The best decade to grow up


Unidade 2
Texto 1
Aprenda o que você precisa, compartilhe o que você sabe
A melhor década na qual crescer...
por Candy Jules
Crescer no final dos anos 1950, começo dos 1960, aqueles foram os
melhores anos da minha vida. Foi bem quando eu estava descobrindo do que
se trata a vida. Eu tinha pais rigorosos, e tudo bem; a adolescência do meu
tempo não teve nada a ver com a dos meus filhos adolescentes, ou a dos
adolescentes de hoje.
Não me lembro de ninguém usando drogas, pelo menos nenhum dos
garotos com quem eu andava. (…)
O ensino médio era divertido. (...) Eu não era velha, não tinha rugas nem
era gordinha naquela época. Meu irmão mais velho estava sempre um passo
atrás de mim. Ele tomava conta de mim. Às vezes mais do que precisava.
Íamos a um clube do carro onde todos os garotos compravam aqueles
carros antigos e os consertavam. Aí eles tinham exposições de carros com
votação. Uma vez por mês o clube do carro dava um baile. (…)
Às vezes, íamos todos para o campo, circulávamos com os carros,
ligávamos os faróis, sincronizávamos todos os rádios na mesma estação e
fazíamos um baile de rua.
Costumávamos encher um carro de gente e ir para a cidade de Fresno,
a um lugar chamado Parque Roddings. Lá, corríamos pelos sprinklers [sistema
de rega automática] no calor do verão. Não fazíamos nada de mau, era só boa
e saudável diversão. Tudo parece tão infantil agora, mas a vida era excelente
naquela época.
Quando deixei a Califórnia, eu me senti como se quisesse morrer. Todos
os meus amigos haviam partido para algum lugar novo. Eu tinha 17 anos nessa
época. O ensino médio havia terminado, e eu sentia que a vida também. Eu
detestava a vida, às vezes parecia que eu odiava meus pais por virarem todo o
meu mundo de cabeça para baixo, e para quê?
Mas a vida continua; eu consegui um emprego, conheci o homem com
quem me casaria. (...) Tenho de admitir, por mais que eu amasse aquele
homem, eu não estava pronta para me casar. Eu simplesmente não estava
pronta para abandonar meus anos de adolescente. Eu amava minha vida e
amava estar me tornando uma mulher. Mas não estava preparada para ser
esposa. (…)
Vários dos meninos da minha classe de formatura foram convocados
para a Guerra do Vietnã, e muitos não voltaram para casa. (…)
Em 1963, meu marido estava na Highway Patrol School [Escola de
Patrulha Rodoviária] e minha sogra veio do centro para a minha casa para
dizer que o presidente Kennedy havia sido morto. (...) Aquela foi a primeira
tragédia com que eu tive de lidar depois de adulta. (...) Eu me lembro do cortejo
fúnebre e daquele menino pequenino lá de pé, fazendo continência ao caixão
do pai.
Eu olho para trás hoje e penso por que eu quis crescer tão rápido.
Aqueles foram os anos bons. Ouço as músicas antigas dos anos 1950 e 1960 e
me sinto triste às vezes. Sinto falta delas até hoje.
http://www.helium.com/items/551773-the-best-decade-to-grow-up-in (Acesso
em: 3 set. 2009)

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