quarta-feira, 27 de junho de 2012
TEXT 4: What is the origin of celebrating New Year's Eve?
Texto 4
Qual é a origem da comemoração do Ano-Novo?
A comemoração do Ano-Novo é provavelmente o feriado mais antigo do
mundo. Praticamente todas as culturas desde o início dos tempos têm algum
costume para representar a chegada do Ano-Novo.
Há mais de 4.000 anos os antigos babilônicos comemoravam a chegada
do Ano-Novo aproximadamente no fim de março. Esse é um momento lógico
para a comemoração porque é a época do ano em que a primavera [no
hemisfério norte] começa e novas safras são plantadas. (…)
Você sabia?
Os chineses comemoram o feriado de Ano-Novo em torno de um mês
mais tarde do que nós. Há 12 animais na astrologia chinesa e cada ano recebe
o nome de um deles. Desse modo, este pode ser "o ano do dragão" ou "o ano
da serpente". O ciclo repete-se a cada 12 anos. (…)
MCLAIN, Bill. Do fish drink water? Nova York: MJF
Text 2: page 26 Book 2)
Texto 2
Todos estão loucos pelo novo chocolate macio Bonkers!
Um novíssimo sabor acaba de chegar diretamente do baú de cereja do
Bonkers! Bonkers! cereja com chocolate. Saboroso chocolate por fora,
caramelo de chocolate amargo por dentro. Delicioso Bunkers! também vem nos
sabores morango, laranja, uva e melancia.
Todo o crédito de que você precisar.
Sem necessidade de agendamento.
Dr. Howard Stenger
Oftalmologista
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US$ 7,50..... US$ 6,50..... US$ 5,50
Sextas às 20h30
US$ 8,50..... US$ 7,50..... US$ 6,50
Sábados às 18h30 e às 22h30
US$ 8,50..... US$ 7,50..... US$ 6,50
Não há apresentações às segundas-feiras
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Liberty, Lojas TRS e na bilheteria do Aquarius
– Aceitam-se encomendas pelo correio
Teatro Aquarius
Telefone: 461-2961 ou 461-3751
[Endereço:] Bulevar Sunset, 6230 (1 quadra a leste de Vine)
Hollywood, Califórnia
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Favor enviar______ ingressos a US$______ Total US$______
1a opção: Dia da semana______ Data______ Hora______
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e com seu endereço.
Text 1: The best decade to grow up
Unidade 2
Texto 1
Aprenda o que você precisa, compartilhe o que você sabe
A melhor década na qual crescer...
por Candy Jules
Crescer no final dos anos 1950, começo dos 1960, aqueles foram os
melhores anos da minha vida. Foi bem quando eu estava descobrindo do que
se trata a vida. Eu tinha pais rigorosos, e tudo bem; a adolescência do meu
tempo não teve nada a ver com a dos meus filhos adolescentes, ou a dos
adolescentes de hoje.
Não me lembro de ninguém usando drogas, pelo menos nenhum dos
garotos com quem eu andava. (…)
O ensino médio era divertido. (...) Eu não era velha, não tinha rugas nem
era gordinha naquela época. Meu irmão mais velho estava sempre um passo
atrás de mim. Ele tomava conta de mim. Às vezes mais do que precisava.
Íamos a um clube do carro onde todos os garotos compravam aqueles
carros antigos e os consertavam. Aí eles tinham exposições de carros com
votação. Uma vez por mês o clube do carro dava um baile. (…)
Às vezes, íamos todos para o campo, circulávamos com os carros,
ligávamos os faróis, sincronizávamos todos os rádios na mesma estação e
fazíamos um baile de rua.
Costumávamos encher um carro de gente e ir para a cidade de Fresno,
a um lugar chamado Parque Roddings. Lá, corríamos pelos sprinklers [sistema
de rega automática] no calor do verão. Não fazíamos nada de mau, era só boa
e saudável diversão. Tudo parece tão infantil agora, mas a vida era excelente
naquela época.
Quando deixei a Califórnia, eu me senti como se quisesse morrer. Todos
os meus amigos haviam partido para algum lugar novo. Eu tinha 17 anos nessa
época. O ensino médio havia terminado, e eu sentia que a vida também. Eu
detestava a vida, às vezes parecia que eu odiava meus pais por virarem todo o
meu mundo de cabeça para baixo, e para quê?
Mas a vida continua; eu consegui um emprego, conheci o homem com
quem me casaria. (...) Tenho de admitir, por mais que eu amasse aquele
homem, eu não estava pronta para me casar. Eu simplesmente não estava
pronta para abandonar meus anos de adolescente. Eu amava minha vida e
amava estar me tornando uma mulher. Mas não estava preparada para ser
esposa. (…)
Vários dos meninos da minha classe de formatura foram convocados
para a Guerra do Vietnã, e muitos não voltaram para casa. (…)
Em 1963, meu marido estava na Highway Patrol School [Escola de
Patrulha Rodoviária] e minha sogra veio do centro para a minha casa para
dizer que o presidente Kennedy havia sido morto. (...) Aquela foi a primeira
tragédia com que eu tive de lidar depois de adulta. (...) Eu me lembro do cortejo
fúnebre e daquele menino pequenino lá de pé, fazendo continência ao caixão
do pai.
Eu olho para trás hoje e penso por que eu quis crescer tão rápido.
Aqueles foram os anos bons. Ouço as músicas antigas dos anos 1950 e 1960 e
me sinto triste às vezes. Sinto falta delas até hoje.
http://www.helium.com/items/551773-the-best-decade-to-grow-up-in (Acesso
em: 3 set. 2009)
Text 1; Vision: a window of consciousness
Unidade 3
Texto 1
Visão: uma janela da consciência
Quando você olha para a imagem central na pintura de Salvador Dalí
reproduzida acima, o que você vê? A maioria das pessoas percebe
imediatamente o rosto de um homem, olhos olhando para o céu e lábios (...)
debaixo de um bigode cheio. Mas, quando você olha de novo, a imagem se
rearranja num quadro mais complexo. O nariz e o bigode branco do homem
transformam-se no capuz e na capa de uma mulher sentada. O brilho dos olhos
do homem revela ser luzes nas janelas – ou reflexos nos telhados – de duas
casas de campo aninhadas em colinas escuras. Sombras na bochecha do
homem emergem como uma criança de bermuda de pé ao lado da mulher
sentada – ambos, agora fica claro, estão olhando as casas do outro lado do
lago por um buraco numa parede de tijolos, um buraco que antes enxergamos
como o contorno do rosto do homem.
Em 1940, quando realizou A Velhice, a Adolescência, a Infância (As Três
Idades) – que contém três “rostos” –, Dalí estava brincando com a capacidade
da mente do observador de interpretar duas imagens diferentes de um mesmo
conjunto de pinceladas. Por mais de 50 anos (...) pesquisadores, incluindo
meus colegas e eu, estamos usando de forma semelhante estímulos visuais
ambíguos para tentar identificar a atividade cerebral por trás da consciência.
Especificamente, queremos saber o que acontece no cérebro no instante em
que, por exemplo, um observador compreende que as três imagens de Dalí
não são na verdade rostos.
Adaptado de Scientific American, nov. 1999. Também disponível em:
<http://www.sciamdigital.com/>
(Acesso em: 10 mar. 2010)
Texto 2
Os movimentos na pintura
Impressionismo
Estilo ou movimento na pintura originado na França nos anos 1860,
caracterizado pela preocupação em retratar a impressão visual do momento,
especialmente em termos de efeitos variáveis de luz e cor.
Os pintores impressionistas repudiavam tanto o estilo acadêmico preciso
quanto as preocupações emocionais do Romantismo, e o interesse deles pela
representação objetiva, principalmente de paisagens, foi influenciado pela
fotografia em seus primórdios.
Cubismo
Estilo e movimento do começo do século XX na arte, sobretudo na
pintura, no qual a perspectiva com um único ponto de vista foi abandonada e
fez-se uso de formas geométricas simples, planos entrelaçados e, mais tarde,
colagem.
Surrealismo
Movimento de vanguarda do século XX na arte e na literatura que
buscava libertar o potencial criativo da mente inconsciente, por exemplo pela
justaposição irracional de imagens.
The New Oxford Dictionary of English, Oxford University Press, 1998
terça-feira, 12 de junho de 2012
ARTIGO: Gêneros Textuais na Era do Conhecimento
ARTIGO: Gêneros
Textuais na Era do Conhecimento
Ana Carina Kucharski
Universidade Cidade de São Paulo
RESUMO: O texto social que atualmente conecta
as pessoas está provocando muitas inquietações, não pelo conteúdo, mas pelo
modelo dos gêneros textuais utilizados. Através de pesquisas e entrevistas com
professores, alunos e comunidade em geral, este artigo encontrou algumas
informações pertinentes às novas modalidades de discurso oral e escrito. O
reflexo destas novas ferramentas de comunicação nas relações sociais formais e
informais e da constante necessidade de conhecer, usar e apropriar-se dos novos
gêneros conforme forem surgindo nas redes sociais virtuais e presenciais são
situações tratadas neste artigo.
PALAVRAS-CHAVE: Gêneros textuais, discurso, redes sociais,
comunicação.
Desde a Revolução Industrial, as
mudanças tornaram o mundo mais rápido assim como o desenvolvimento cultural. Em
Maruschi (2000:10) “uma tecnologia
projeta estratégias de textualização, gera um novo gênero e subverte, até certo
ponto, cânones bem estabelecidos no processo de construção textual...”
constatamos que não só nasce uma nova forma de comunicação, bem como ela tem
uma dinâmica própria e independente.
A dinâmica virtual incorpora ao
cotidiano não só da comunidade escolar, mas de toda a sociedade, novos tipos de
textos orais e escritos. Conforme cita Maruschi (2002): “os gêneros textuais não são instrumentos estanques e enrijecedores da
ação criativa dos usuários da língua.” Por isso a necessidade de
identificar, conhecer e entender como funcionam esses discursos, uma vez que
tudo está conectado – contexto social, cultural, tecnológico e virtual.
“Produzir linguagem
significa produzir discursos. Significa dizer alguma coisa para alguém, de uma
determinada forma, num determinado contexto histórico. Isso significa que as
escolhas feitas ao dizer, ao produzir um discurso, não são aleatórias – ainda
que possam ser inconscientes -, mas decorrentes das condições em que esse discurso
é realizado”.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental.
Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais –
1ª a 4ª séries. V. 2 p. 22
Assim, para
apresentar da forma mais objetiva possível, este artigo mencionará os alguns
dos gêneros textuais mais usados no momento, bem como sua relação social no
meio pedagógico e social, uma vez que para os educadores, torna-se cada vez
mais difícil conscientizar o alunado da função específica de cada um e também
de evitar os vícios de linguagem que algumas dessas ferramentas trazem para
seus usuários tanto dentro quanto fora do ambiente escolar.
O impacto da
tecnologia na Era do Conhecimento modificou até a maneira de pensar do homem
desta sociedade, como podemos ler nas palavras de Fernández (1998:14): “Quem tiver
a informação, e souber utilizar a tecnologia para utilizá-la e explora-lá,
poderá produzir mais e consequentemente ser mais competitivo. Esse simples
fato, que em outros momentos significaria uma vantagem limitada, neste momento,
ao final e começo de um ciclo, com uma economia globalizada, que, por sua vez,
torna possível também as novas tecnologias da informação e da comunicação,
nesses momentos, dizíamos, esse simples fato muda o panorama econômico do
mundo, condiciona e reorienta o futuro das pessoas, de seu trabalho, das formas
de se relacionarem, de se distraírem ou de se divertirem. Definitivamente,
mudam as bases materiais de nossas vidas e, em conseqüência, muda a sociedade. 1 (tradução da autora).
Como consequência desta mudança
social e cultural, surge a conexão entre as pessoas em toda e qualquer parte do
planeta e em qualquer horário. Conectam-se através das ferramentas da internet
para qualquer atividade formal ou informal, desde troca de recados até negócios
e reuniões virtuais. Essa nova maneira de produzir informações gera uma nova
modalidade de comunicação: a terciária (cf. Palma, 2002: 115), levando a novos
gêneros textuais. Assim, a tecnologia, tem produzido novos gêneros que
caracterizam a chamada e-comunicação (cf. Marcuschi, 2004:13).
Toda esta
nova relação entre indivíduo e tecnologia leva ao uso contínuo da Internet como
meio essencial na relação, podendo tornar o usuário dependente e causar danos
irreparáveis a crianças, adolescente e até adultos, como a reclusão.
1Quien tenga la información, la
tecnologia y el domínio de la misma para utilizar y explotar aquélla, podrá
producir más y en consencuencia ser más competitivo. Este simple hecho que en
otros momentos hubiera significado una ventaja limitada, en estos momentos, a finales
y principio de siglo, con una economía globalizada, que a su vez hacen posible
también las nuevas tecnologias de la información, en estos momentos, decíamos
ese simple hecho cambia el panorama econômico del mundo, condiciona y reorienta
el futuro de las personas, de su trabajo, de las formas de relacionarse, de
distraerse o de divertirse. En definitiva, cambian las bases materiales de
nuestras vidas y en consecuencia cambia la sociedad.
Marcuschi
(2004:14), apoiado em Crystal, chama a atenção para a participação indefinida
nos bate-papos em salas abertas, vista como uma atividade que se parece com um
enorme jogo maluco sem fim ou, então, assemelha-se a uma “festa lingüística”
(linguistic party) para onde levamos nossa “língua” ao invés de nossa bebida.
“O emprego da língua
efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos,
proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses
enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido
campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja,
pela seleção de recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua mas,
acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o
conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão
indissoluvelmente ligados no todo do enunciado e são igualmente determinados
pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada
enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua,
elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos
gêneros do discurso.”
(BAKHTIN, M. M. Ao
gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal (Trad. Paulo Bezerra). 4 ed.
São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 261-262)
Conforme o
Censo de 2011, o Brasil atingiu 79,9 milhões de internautas no quarto trimestre.
Esta realidade mostra que com o aumento de usuários, os custos para acesso aos
equipamentos e às redes têm diminuído. Motivo este que permitiu a ampliação do
número de usuários e consequentemente da comunicação entre eles, influenciando
diretamente as alterações linguísticas gradativamente, conforme Xavier (2002)
já mencionava. Assim, novos textos foram aparecendo, como forma de expressão a
partir de aplicativos criados e distribuídos gratuitamente na internet. O
brasileiro é o campeão mundial em tempo conectado, é o que fica mais tempo
navegando. Um dos motivos é que grande parte destes navegadores são
adolescentes que só podem sair uma vez por semana e então estendem sua vida
social através das redes, conforme pesquisa da antropóloga americana Anne Kirah,
contratada pela Microsoft para analisar os internautas, em 2007.
As redes
sociais, responsáveis pelo maior número de usuários, fortificaram o hábito e
também a escrita. Surge então o que hoje chamamos de “internetês”(Othero;2002).
Que para Faraco (2007, p.17) é mais uma solução do que um problema, se visto
como uma alternativa para agilizar a escrita, uma vez que a velocidade da fala
não acompanha a da mão. Este movimento de modernização da língua, numa escala
mundial, nos mostra que a linguagem é uma forma de interação entre os sujeitos.
Benveniste (1995): “É na linguagem e pela
linguagem que o homem se constitui como sujeito”. Levy (1956): “Os coletivos cosmopolitas compostos de indivíduos, instituições e
técnicas não são somente meios ou ambientes para o pensamento, mas sim seus
verdadeiros sujeitos”. O cantor Gilberto Gil compôs letra e música “Pela
internet” (1997), onde O compositor baiano faz referências tecnológicas em relação à
internet, uma analogia ao primeiro samba gravado no Brasil em 1917 (Pelo
Telefone) de Donga. Gilberto Gil defendeu a
internet como principal agente na construção do comportamento contemporâneo.
Também
menciona-se o “Letramento Digital” (Xavier 2005). Muitos professores comentam
que há alunos que chegam na escola lendo as “gírias” e as imagens (emoticons) do MSN, pois acompanham em
casa com os pais e irmãos. Então, mesmo
antes da escola, eles já possuem vocabulário escrito e conseguem ler estas
palavras em diferentes ambientes por associação. Já os alunos maiores, usuários
assíduos das redes sociais, estão assimilando novas expressões e escrevem, até
involuntariamente, nos textos e enunciados escolares. Vários estudantes assumem
que gostam de usar as mesmas formas na escola e outros admitem que não sentem
quando estão usando, somente na releitura (e nem sempre) que conseguem notar e
corrigir.
Porém, há
um fato marcante em todo este contexto: a realidade dos professores diante das
mídias. Muitos profissionais ainda relutam em associar-se ao mundo virtual.
Ainda existem aqueles que não usam, não sabem e não têm interesse em aprender. Há
os que têm dificuldades e não têm muito tempo e seu desenvolvimento é lento e
precário em vista daquele que os alunos apresentam. Mesmo assim, não admitem
aprender com os alunos.
Outro grupo
de professores são usuários tão assíduos quanto os alunos. Alguns até ousam
comunicarem-se com os alunos, mantendo certo cuidado para não deixar tudo
íntimo de mais. Eles acreditam que não há como negar, retroceder, separar ou
ignorar tal situação. Tudo está conectado o tempo todo. Os alunos sofreram uma
invasão de tecnologia e agora não é possível exigir deles que separem o que é
da escola e o que não é. Até porque a escola como uma entidade formadora, uma
parte da vida do aluno, é também responsável por esta formação virtual.
Levy (1956)
já estudava este comportamento e escreveu:
“Em um contexto de
formação, os hipertextos deveriam portanto favorecer, de várias maneiras, um
domínio mais rápido e mais fácil da matéria do que através do audiovisual
clássico ou do suporte impresso habitual.
O hipertexto ou a
multimídia interativa adéquam-se particularmente aos usos educativos. É bem
conhecido o papel fundamental do envolvimento pessoal do aluno no processo de
aprendizagem. (...) Ora, a multimídia interativa, graças à sua dimensão
reticular ou não linear, favorece uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica,
face ao material a ser assimilado. É, portanto, um instrumento bem adaptado a
uma pedagogia ativa”.
Diante de
tal apontamento e da data em que foi feito, é fato que o corpo docente
realmente não encarou como deveria o desenvolvimento tecnológico e a era
digital. Após várias entrevistas a professores, coordenadores, diretores e
monitores, a maioria (79%) informa não
ter feito curso especializado para aprender as ferramentas da informática. De
um total de 200 entrevistados, 88% reconhece que hoje esta formação faz falta e
que o desempenho em sala de aula seria diferente se eles dominassem algumas
ferramentas desde sua época de faculdade.
O governo
brasileiro, conhecendo tal fato, desenvolveu em 1997, o PROINFO (Programa
Nacional de Informática na Educação) com o objetivo de melhorar a educação
através das novas tecnologias na construção do conhecimento. Através deste
programa, as escolas recebem equipamentos e softwares educacionais pelo governo
federal e os estados e municípios devem proporcionar a instalação e o ambiente
para uso coletivo. Implantou os NTEs (Núcleos de Tecnologia Educacional) onde
os professores recebem orientação e até treinamento para a utilização das
mídias. E outros cursos foram
disponibilizados através da Plataforma Freire, de acordo com cada região do
país. Mas isso não basta. Para mudar este quadro, para produzir resultados
satisfatórios para a comunidade escolar e social como um todo, precisamos neste
lado da situação convencer os professores que deve acontecer um engajamento,
uma adesão pessoal e profissional aos novos rumos dos textos, aos outros tipos
de fala e de escrita que estão permeando a vida das pessoas desta geração e que
continuarão a aparecer e desaparecer com tanta rapidez que talvez algumas nem
se tenha conhecido ou usado e já esteja sendo tratada como obsoleta.
Entre os
alunos, de 200 alunos entrevistados (6º ao 9º ano) 66% utilizam diariamente a
internet e no Ensino Médio o nível é mais alto chegando a 94%. Eles ainda
comentam que o aprendizado de tudo foi muito fácil e que na maioria das vezes
os amigos que explicam como funciona para que assim possam se comunicar.
Segundo
Chartier (1994, p. 7): “A revolução do
nosso presente é mais importante do que a de Gutemberg. Ela não somente
modifica a técnica de reprodução de texto, mas também as estruturas e as
próprias formas do suporte que o comunica a seus leitores”.
Porém, toda
esta mudança não traz só inquietações no sentido da comunicação. Ela impera
também na questão do entendimento, da aceitação ou não, da complementação da
informação. De todos os docentes entrevistados, 38% afirmam que muitas vezes
não são capazes de entender na primeira leitura o texto disponível, a não ser
que já saibam algo sobre o assunto. Caso contrário, imediatamente pesquisam
para poderem continuar. Já para os alunos, a dificuldade é ainda maior: 82% dos
alunos afirmaram que muitas vezes trocaram de notícia ou passaram aos amigos
perguntando do que se tratava por não ter conhecimento sobre o fato. Chegamos a
um ponto importante – o entendimento. Mesmo que a informação e a comunicação
estejam ao alcance de muitos, é comprovado que os indivíduos mesmo conectados
precisam fazer associações e relações a fim de chegar a um entendimento da
situação. Salienta-se então Cláudio Weber Abramo:
“Uma das graves pragas modernas é a crença na
informação. Vemo-la em plena atividade, por exemplo, nas resmas de papel
dedicadas à chegada da internet ao Brasil. A impressão é que, agora sim,
saberemos tudo sobre tudo: o conhecimento ready-made nas pontas dos
dedos. (...) A partir da constatação de que tais fatos ocorrem, passa-se a
afirmar que o grande volume de informações disponíveis em veículos que estariam
em princípio ao alcance de qualquer indivíduo representa a democratização do
conhecimento e, portanto, estímulo decisivo ao desenvolvimento da cidadania, à
mitigação das desigualdades sociais e assim por diante, abrindo nova era de
progresso para a humanidade. (ABRAMO, 1995, p.3)
Pontuando tais índices, surge a reflexão: independente
da tecnologia que se usa ou que se oferece aos alunos, o beneficio real somente
acontecerá quando for provada a real
aplicação do que foi mostrado ou lido através das mídias. É preciso entender
que a era do conhecimento busca usar as novas ferramentas para proporcionar
novas formas de conhecimento e informações, colaborando assim para a evolução
do pensamento humano.
Atualmente, os sites mais usados pelos entrevistados
(alunos e professores) são o Facebook e o Twitter. Eles utilizam diferentes maneiras de
apresentar suas postagens. O Facebook permite expor textos de todos os tamanhos
e imagens. Já o Twitter utiliza um texto com tamanho máximo de 140 caracteres.
Este dado apresenta a diferença básica no uso das duas ferramentas. Os usuários
adaptam-se rapidamente e até usam simultaneamente. Antes do sucesso mundial do
Facebook, o Orkut era a sensação. Tinha uma aparência mais individual e agora
já é tratado como “falecido”. Esta é a realidade dos aplicativos virtuais – seu
uso também tem prazo de validade.
Analisando os textos postados no Facebook, pode-se
encontrar desde recados até poemas da Literatura Clássica. Pode-se assistir
vídeos, cujos links estão disponíveis e ver álbuns de fotos dos amigos.
Aliado a tudo isto, está o bate-papo, bastando apenas clicar no nome do
destinatário para começar a conversa. Se partirmos da afirmação de Bronkart
(1999:73) que “qualquer espécie de texto pode atualmente ser designada em
termos de gênero e que, portanto, todo exemplar de texto observável pode ser
considerado como pertencente a um determinado gênero.” Por isso, o espaço do
Facebook mostra uma riqueza imensa de textos onde as informações são
atualizadas rapidamente e aparecem nas mais diversas modalidades, desde textos
tradicionais, poemas, imagens com emoticons e memes até fotos e
montagens. Como há uma interatividade nesta rede, há necessidade de
conhecimento, agilidade mental e domínio das ferramentas de uso para que o
leitor possa também interagir respondendo, comentando, e até postando novas
mensagens ou imagens.
No caso do Twitter, acontece a troca imediata de
mensagens e links que ficam à disposição, soa quase como uma conversa on-line
onde vários estão conectados sem ter necessariamente uma relação direta. Na
visão dos internautas adolescentes, esta liberdade proporciona um entrosamento
muito bom e divertido. Além do mais, muitas imagens remetem a notícias, fazendo
que o leitor procure informações para entender o que foi postado. Ser usuário
não basta, é preciso estar inserido no mundo real através do mundo virtual.
Diferente do MSN, onde as pessoas precisam estar
diretamente relacionadas para conversarem e podem produzir textos do tamanho
que desejarem e ao mesmo tempo enviarem fotos que não geram links, servem para
baixar no computador de destino e somem ao final da conversa. É mais limitado nas
relações e na produção textual, uma vez que não há uma integração total, é
preciso convidar os parceiros de conversa e eles precisam aceitar para ter uma
resposta. Em 2009, o Brasil já tinha 500 milhões de usuários trocando mensagens
no MSN.
Saindo de toda esta ciranda comunicativa e cultural,
entramos num dos textos mais usados no mundo, através dos computadores – e-mail.
Este gênero, em 2004 foi considerado por Paiva como uma ferramenta que
propiciava o envio de sons e imagens rapidamente. Associou vantagens a ele como
a de enviar textos de qualquer tipo para várias pessoas ao mesmo tempo.
Maruschi (2005) já comparou-o a bilhetes e cartas, pela estrutura e tamanho do
texto. Junto com o uso intenso do e-mail, desenvolveram-se algumas regras para
que uma padronização pudesse ser respeitada pelos usuários, a fim de evitar
problemas na interpretação das mensagens. São as chamadas Netiquetas – regras
de escrita para textos na internet.
Já foram abordados quatro tipos de textos virtuais com
dinâmicas diferentes, que utilizam alguns recursos em comum. São eles: emoticons
(smileys) feitos com imagens ou com caracteres tipográficos (:D –
sorriso grande), links, acrônimos e pontuação, letras maiúsculas e
minúsculas, etc. Cada um deles possui vida própria e pode ser utilizado
simultaneamente com os outros, incluindo os mesmos usuários. Tal situação nos
mostra o poder da rede nas atividades e nas relações. E diante disto pode-se
constatar que inúmeras pessoas de diferentes idades, com diferentes níveis
culturais conseguem aprender e usar sozinhos todos os aplicativos citados
acima, bastando para a maioria apenas assistir uma ou duas vezes e depois
sozinho, já em rede, ir perguntando aos outros usuários e eliminando suas
dúvidas.
No meio de toda esta diversidade, temos a vida
profissional. Nas empresas, a vida segue conectada. Em muitas situações,
acontece até a proibição do uso das redes sociais, bloqueando os programas. A
necessidade do uso constante faz que os funcionários misturem as situações
privadas na hora do trabalho. Dos 20 empresários entrevistados (empresas de
pequeno e médio porte), 18 mencionaram não concordarem com o uso particular
durante as horas de trabalho. Eles acreditam que alguns funcionários não
realizam suas atividades com eficiência colocando-as em primeiro lugar. Alguns
constataram o funcionário deixando as atividades esperando enquanto finalizavam
uma conversa. Mas ao mesmo tempo, admitem que é uma situação inevitável e que
em pouco tempo não haverá como bloquear tudo, até porque em alguns casos, a
empresa também é beneficiada com a comunicação do MSN e a circulação nas redes.
Já nas grandes empresas, acontece o
bloqueio em alguns casos e em outros, a própria empresa desenvolve um similar
ao MSN para conversas internas e entre filiais, para diminuir custos de
comunicação e agilizar a troca de informações.
Foram 20 empresas de grande porte visitadas e uma minoria de
funcionários não usavam as redes sociais na hora do trabalho. Os mais
“dependentes” mantinham o celular conectado e muito discretamente trocavam
mensagens particulares. As regras são claras e devem ser cumpridas. Por isso
comentam que o bloqueio nem sempre é necessário quando o funcionário entende
que há hora para cada coisa e que ele deve mostrar responsabilidade e coerência
em suas atividades profissionais. Comentam que o acesso à internet é
fundamental para o trabalho. Charlene Li, fundadora do Altimeter Group, em sua
entrevista para a revista Isto é Dinheiro em 05.03.2010 já sinalizava para a
necessidade das empresas estarem conectadas às redes como forma de
sobrevivência, atualização e canalização de informações comerciais. "Não subestimem as redes sociais".
Estamos diante de um novo formato de
receber e transmitir informação. As pessoas estão tão acostumadas com as
redes que esta dependência, às vezes até prejudica a vida pessoal e
profissional. A dependência do celular, do computador, da Internet aumenta
a cada dia, até em função de algumas ocupações que exigem o uso deles. Para
aqueles que apenas são usuários e tornaram-se dependentes, consideram vícios
socialmente aceitos, mas igualmente nocivos por afetarem o comportamento individual
e social. Alguns especialistas associam as novas tecnologias a comportamentos
impulsivos, ansiosos e até esquecidos. Cabe aqui ainda muitos estudos acerca
dos problemas que resultam desse processo tecnológico. Mas um deles já tem
nome: Nomofobia. Segundo o site Elo: “É
uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente
impossibilitado de se comunicar ou se vê incontatável estando em algum lugar
sem seu aparelho de celular. É um termo muito recente, que se origina do
inglês: No-Mo, ou No-Mobile,que significa Sem celular. Daí a expressão Nomofobia ou fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.”
Claro que toda inovação sempre
deve ser analisada nos aspectos positivos e negativos. Devido ao comportamento
de muitas pessoas e das observações feitas, pode-se dizer que a Nomofobia está
relacionada não só ao celular mas às outras tecnologias que permitem a conexão.
Se os especialistas já avisam que a
vida comercial não pode seguir sem conectar-se, é preciso trabalhar desde cedo,
na escola, para que os usuários consigam adaptar-se a todos os ambientes,
usando-os da maneira mais proveitosa e correta possível, evitando assim até a
dependência.
Acima de qualquer dado mencionado até agora está a
leitura. Indiscutivelmente pode-se dizer que todo usuário das redes lê muito. E
sua leitura é tão diversificada e rica que deve ser valorizada. Não se consegue
imaginar que num dia, os alunos de ensino médio teriam acesso a tantos textos e
imagens para “curtir” se não fosse a tela das redes e suas postagens. Mas se há
tanta leitura, pergunta-se por que os alunos têm baixos índices de rendimento e
dizem não gostar de ler? Nesta situação que entra a cultura digital. Os
estudantes precisam ser orientados a ler e interpretar cada texto, cada imagem.
Devem ser levados a questionar, responder, criticar, opinar sobre o que estão
vendo e lendo. Há uma grande preocupação por parte de pais e professores em
relação à formação intelectual das crianças e adolescentes. Eles acreditam que
a leitura é a porta para o desenvolvimento sócio-comunicativo e intelectual das
pessoas. Sugerem que a leitura seja variada desde a infância para criar um vinculo
e um hábito, proporcionando a preferência diante do conhecimento de vários
gêneros. Essa diversidade de suportes vai ampliar a experiência de leitura
destes aprendizes que já estão em contato com o mundo digital desde o nascimento
e na escola começam a sua relação como o mundo do papel. O momento de transição
do papel (analógico) para a tela (digital), permite-lhes experimentar a
simultaneidade de semioses e vivenciam a clipagem das linguagens. Neste momento de troca, onde acontece o processo de
alfabetização deve-se dar uma grande importância para todas as mídias. O
professor precisa encarar a realidade virtual que o aluno conhece como aliada
na sua aprendizagem. Mesmo que existam alunos carentes, sem acesso às redes,
eles não estão desconectados. Conhecem, tem curiosidade e devem ser inseridos
neste contexto justamente para poder acompanhar os outros já bem acostumados
com o ambiente digital.
A Internet é um local que tem como base a liberdade de
expressão e seu espaço produz predominantemente a linguagem escrita. No caso
das redes sociais, há a produção de um texto verbal na forma escrita, o que
gera o vocabulário próprio dos usuários. Independente deste vocabulário, cabe
aos educadores mostrar aos aprendizes, em qualquer idade escolar, os caminhos
que levam ao conhecimento verdadeiro. Como selecionar, como decifrar, como
interpretar tudo que a rede virtual oferece de apenas um assunto pesquisado. É
neste momento que a educação torna-se fundamental na relação com a era digital.
Falar na Era do Conhecimento é estar com tudo à disposição para aprender o que
quiser. Falta apenas saber como fazer. Esta orientação, infelizmente não é algo
que se possa receber por e-mail ou
assistir em vídeo no You Tube. Independente
do grande número de informações disponibilizadas a todo instante, ainda temos
carência de cultura global. Ainda temos analfabetos funcionais em toda a parte,
incluindo nos países desenvolvidos. Umberto Eco, em uma entrevista a Luis Giron
em 03/01/2012 responde:
“Mas o conhecimento
está se tornando cada vez mais acessível via computadores e internet. O senhor
não acha que o acesso a bancos de dados de universidades e instituições
confiáveis estão alterando nossa noção de cultura?
U.E.– Sim, é verdade. Se você sabe quais os sites e bancos
de dados são confiáveis, você tem acesso ao conhecimento. Mas veja bem: você e
eu somos ricos de conhecimento. Podemos aproveitar melhor a internet do que
aquele pobre senhor que está comprando salame na feira aí em frente. Nesse
sentido, a televisão era útil para o ignorante, porque selecionava a informação
de que ele poderia precisar, ainda que informação idiota. A internet é perigosa
para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já
conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado
pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet
para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias
irrelevantes.”
(Observatório
da Imprensa, 01/05/2012)
É preciso mudar este futuro. Não se pode permitir que
este pensamento se concretize, aproveitando a dica de um sábio escritor. Se
realmente o professor é parte fundamental no processo de ensino-aprendizagem, é
assim que fará sua essencial participação. Mas só poderá acontecer se ele, como
membro orientador tiver conhecimento e base para guiar seus alunos. Se aceitar
a educação com mídias, se envolver-se nas redes e souber separar o joio do
trigo para ensinar seus aprendizes. Por considerar a língua como um organismo
vivo e social, entende-se a sua renovação, transformação e ampliação como um
produto da criatividade humana em constante evolução. Os novos contextos
sociais criam os novos gêneros textuais, que têm a função de atender as
diversidades culturais, reflexo da pluralidade de ambientes que interagem no
mundo globalizado. Partindo da ideia: "Na natureza, nada se cria, nada se
perde, tudo se transforma." (Lavoisier) deve-se aceitar a criação de novos
gêneros textuais e utilização de novas convenções de escrita para subsidiar a
linguagem oral nas redes. Há também que identificar a relação entre os gêneros
antigos (carta, bilhete, diário, reuniões presenciais) com os modernos (chat, e-mail, twitter, blog, videoconferências) e promovê-los como formas de interação.
Outro ponto a ser comentado é que toda esta leitura
de mundo que o usuário das redes faz diariamente, todos os comentários que ele
escreve, idéias que troca ou contesta fomentam
seu vocabulário e suas opiniões passam a modificar-se e nos gêneros discursivos
certamente haverá uma mudança também. Todas as conversas formais ou informais
serão alimentadas pelas informações absorvidas na internet. Invadindo um pouco
a modéstia, pode-se dizer, que até nas respostas subjetivas das provas, os
alunos conseguem desenvolver melhor suas colocações por já terem praticado tal
exercício na relação virtual.
Não é preciso abandonar as normas
cultas de escrita, nem esquecer das conjugações verbais. É necessário entender
que as transformações e as novas tecnologias estão por toda a parte e devem
ajudar a todos, seja empresário, pais, filhos, professores, consumidores,
profissionais de todas as ordens, cada hora no seu papel social. E todos devem
conscientizar-se que a evolução não vai parar e que o hoje já é passado em
vista de algumas situações. Estar conectado agora é estar vivo para receber o
amanhã, entendê-lo e participar ativamente dele. Deve-se buscar o aluno como
criador de seus textos, sujeitos de seu mundo, motivado a interagir junto com
seus colegas, professores, família, amigos, etc. O professor deve deixar de ser
apenas um intermediário entre o conceito e a prática. Só corrigir não educa.
Deve participar junto com o aluno, incentivando-o sempre que possível a criar
mais e a pesquisar para melhorar o que está pronto.
Novos gêneros ainda surgirão, assim
como novas redes. Segundo Juliano Procópio, (@julianoprocopio),
estudante de web design pela universidade Unitau, outra rede social dominará o
mercado no futuro. “Creio que deva surgir outra, já foi Orkut e Twitter.
Hoje é Facebook, amanhã será Google+ e deve surgir outra, com certeza.” A
sociedade da era conhecimento conhecerá os caminhos a seguir para chegar ao
sucesso no mundo virtual, desde que confie em sua capacidade intelectual e
busque o entendimento das coisas, pesquisando, perguntando, criticando,
interferindo e produzindo seus conceitos. Isto é produzir conhecimento. Saber o
quê, quando, onde e por quê. Saber o endereço das respostas, ou pelo menos o
caminho para procurá-las.
4. Referências
BENVENISTE,Émile. Problemas de
linguística geral I. 4 ed. Campinas: Pontes/Edit. Da Unicamp, 1995, pág. 286
DIONÍSIO, Angela Paiva,
MACHADO; Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro:
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constante mutação da língua portuguesa. In: Notícias da UFPR. Curitiba:
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FERNÁDEZ, F. A.(1998). La Sociedad de la Información
– Vivir en el siglo XX. Madrid: Acento Editorial.
LEVY, Pierre, 1956. As tecnologias
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da Costa. Rio de Janeiro. Ed. 34, 1993, (Coleção TRANS)
MARCUSCHI, Luiz Antônio (2002). Gêneros
Textuais e atividades Lingüísticas no contexto da Tecnologia Digital. In:
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________________ (2004). “Gêneros
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Marcuschi e Antônio Carlos Xavier – orgs.). Rio de Janeiro: Lucerna, p. 13-67.
MARQUES, R. Os desafios da
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PALMA, D.V. (1998) “As Figuras de
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BARRETO, Cintia. In: Gêneros Textuais. Disponível em: http://www.cintiabarreto.com.br/didatica/generostextuais - acesso em 01/03/2012
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- acesso em 29/04/2012
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/8745_NAO+SUBESTIMEM+AS+REDES+SOCIAIS
– acesso em 12/04/2012
http://www.alquimiadanet.com/blog/sem-categoria/redes-sociais-porque-minha-empresa-deve-estar-presente/
- acesso em 28/04/12
http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed675_o_excesso_de_informacao_provoca_amnesia
– acesso em 28/04/12
http://itweb.com.br/46007/facebook-sera-a-rede-social-do-futuro-dizem-leitores/
- acesso em 15/04/12
segunda-feira, 11 de junho de 2012
História do Dia dos Namorados
http://www.esoterikha.com/dia-dos-namorados/historia-do-dia-dos-namorados.php
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_dos_namorados.htm
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_dos_namorados.htm
domingo, 10 de junho de 2012
Chico Bento
Chico Bento (Francisco Antonio Felício Bento) é a
personagem principal da Turma do Chico Bento, criada pelo cartunista
brasileiro Maurício de Sousa. Chico foi criado em 1961, inspirado em um
tio-avô de Maurício, morador de Santa
Branca, no Vale do Paraíba, São Paulo.
Estreou em1963, numa
tirinha dos personagens Hiroshi e Zezinho (que passaram a ser chamados Hiro e
Zé da Roça). A primeira revista própria foi lançada em 26 de
agosto de 1982.
Descrição
Chico
é um típico caipira brasileiro.
Anda descalço, usa chapéu de palha. Ele adora pescar com o pai. Chico mora com
os pais, Seu Bento e Dona Cotinha, em um sítio nas cercanias da fictícia Vila
Abobrinha, no interior de São Paulo.
Possui uma avó paterna, Vó Dita, contadora de "causos" e de histórias
folclóricas, envolvendo lendas, tais como a da Mula-sem-cabeça,
do Saci,
do Lobisomem,
do Curupira, dentre outras.
Além
de sua namorada, Rosinha, aparecem em suas histórias: Zé Lelé (seu
primo), Zé da Roça, Hiro, Anjo
Gabriel (o anjo da guarda do Chico),Dona
Marocas (a professora), Nhô Lau (dono
de uma plantação de goiabas), seu primo da cidade Zeca, etc. Em duas
histórias especiais, foi mostrado o nascimento da irmã do Chico, Mariana. Mas esta morreu na mesma história,
tornando-se uma estrela. Ela volta na 2ª historia, "Um presente de uma
estrelinha", como estrela para conversar com Chico em seu aniversário. No
final da história, vemos o futuro, em que Mariana reencarna como filha do Chico e
da Rosinha.
Diferente
de outros personagens de Maurício, Chico Bento sempre foi caracterizado em
idade escolar, chegando a frequentar uma escola em suas
histórias, apesar de não poder ser considerado um aluno exemplar, pois se
atrasa, esquece os deveres, cria histórias de pescador, além de tirar notas
baixas.
Curiosidades
Chico
Bento é do Signo de Câncer, mas na história "O nome", que mostra o
nascimento, diz que ele deveria receber o nome do santo do dia, mas a Vó Dita
vê que ele nasceu no Dia de Todos os Santos, ou seja, 1 de novembro, então ele
deveria ser de Escorpião.
Controvérsias
A
personagem chegou a provocar polêmica nos anos
’80, uma vez que os diálogos tentam reproduzir o dialeto
caipira, em vez da norma culta do português. Muitos alegaram que "ela [revista
do Chico Bento] ensina às crianças a falarem errado". Outros disseram que
"a maneira dos personagens falar é puro preconceito".
Internacional
Seus
desenhos fazem muito sucesso na Itália, onde
os shows da Mônica dobravam a audiência com suas histórias, e
causaram polêmica em Cingapura, pois os radicais islâmicos protestaram
sobre ele nadar nu, de forma que as imagens tiveram de receber leve censura).[carece de fontes]
Primo do Chico Bento
O
Chico possui um primo que mora na cidade. Chama-se Zeca. Junto ao personagem
também tem os pais. Eles aparecem em algumas histórias. O primo da cidade do
Chico mora em um apartamento em um centro urbano. Os pais de Zeca têm nome e já
mudaram de aparência várias vezes, em diversas histórias. Zeca é sempre
denominado nas histórias como "Primo" e raramente é chamado pelo seu
nome.
Caipira
CAIPIRA
Caipira
é uma denominação tipicamente paulista. Nascida da primeira miscigenação entre
o branco e o índio. "Kaai 'pira" na língua indígena significa, o que
vive afastado, ("Kaa"-mato ) ( "Pir" corta mata ) e (
"pira"- peixe). Também o cateretê, inicialmente uma dança religiosa
indígena, na qual os Índios batiam palmas, seguindo o ritmo da batida dos pés,
deu origem a "catira". A catira passou a ser um costume de caboclos,
antigamente chamados de "cabolocos". Com o avanço dos brancos em
direção ao Mato Grosso e Paraná a cultura caipira foi junto, levada
principalmente pelos tropeiros. Hoje o termo "Caipira" generalizou-se
sendo para o citadino uma figura estereotipada. Mas esse ser escorregadio e
desconfiado por natureza, resiste às imposições vindas de fora. Tem uma espécie
de cultura independente, como a dos Índios. Infelizmente alguns intelectuais
passaram de modo errôneo a imagem do caipira. Hoje as festas
"caipiras" que se encontram nas cidades e nas escolas não passam de
caricaturas de uma realidade maior. Foi criada uma deturpação do que o povo
brasileiro possui de mais profundo e encantador em suas raízes. "A
primeira mistura", a pedra fundamental. O falar errado do caipira não é
proposital. Permanecendo ele afastado das cidades, mantém no seu dialeto, muito
conhecimento, que o homem da cidade já perdeu, com sua prosperidade aparente. O
caipira conhece as horas apenas olhando para o céu e vendo a posição do sol.
Sabe se no dia seguinte virá chuva ou não, pois conhece a fundo o mundo
natural. Tem um chá para cada doença, uma simpatia para cada tristeza... Para o
citadino o caipira virou motivo de divertimento, quando deveria ser o exemplo
de amor à terra. Do antepassado Índio ele herdou a familiaridade com a mata, o
faro na caça, a arte das ervas, o encantamento das lendas. Do branco a língua ,
costumes, crenças e a viola, que acabou sendo um dos símbolos de sua
resistência pacífica. Muitos são os ritmos executados na viola, da valsa ao
cateretê. Temos Cateretê baião; Chula polca; Toada de reis: Cateretê- batuque,
Landú, Toada; Pagode, etc. Apesar de parecer um homem rústico, de evolução
lenta, nas suas mãos calejadas ,ele mantém o equilíbrio e a poesia da fusão
duas etnias. E traduz seu sentimento acompanhado da viola, companheira do
peito, onde canta suas esperanças, tristezas e as belezas do nosso país. A
música rural, criativa , contrapõe-se aos modismos vindos do exterior. Ainda é
uma forma resistente de brasilidade, feita por um do povo que conhece muito o
chão do nosso país. Hoje estão querendo fazer uma fusão cultural, a do
"caipira" com o "country" americano. O que se vê, é gente
fantasiada de "cowboy", mas que não sabe sequer em qual fase da lua
estamos...
A MARCA DO CAIPIRA
(Orlando
Batista dos Santos)
Cornélio
Pires foi quem melhor definiu o jeito caipira de ser. Levando em conta as
origens, como o indígena brasileiro, a contribuição do negro trazido da África,
a combinação com a cultura européia, especialmente a portuguesa e depois a
italiana, tudo isso acabou por formar a amálgama cultural específica do povo
brasileiro: na culinária, na arte, na dança, na música e claro, no vocabulário
rico e despojado à margem da língua oficial, a portuguesa.
A origem do termo remete-nos a pensar o caipira como o homem do mato, do campo, arredio e avesso ao progresso. Mas os tempos mudam, e lá está o caipira disputando espaços nas cidades; nas fábricas, no comércio e nas universidades, revelando sua competência. Quando precisam cumprir as convenções sociais, abraçam as etiquetas com fino rigor, tão fino que às vezes é impossível não imprimir certa dose de exagero, o que acaba por denunciar suas origens. Sossego e fartura, eis o que o caipira mais almeja. Mas se for necessário entrar na correria por uma causa justa, ele está pronto. Pode ser, mas, melhor não. Após cumprir suas obrigações para com a sociedade, volta ao acalento de suas raízes.
A origem do termo remete-nos a pensar o caipira como o homem do mato, do campo, arredio e avesso ao progresso. Mas os tempos mudam, e lá está o caipira disputando espaços nas cidades; nas fábricas, no comércio e nas universidades, revelando sua competência. Quando precisam cumprir as convenções sociais, abraçam as etiquetas com fino rigor, tão fino que às vezes é impossível não imprimir certa dose de exagero, o que acaba por denunciar suas origens. Sossego e fartura, eis o que o caipira mais almeja. Mas se for necessário entrar na correria por uma causa justa, ele está pronto. Pode ser, mas, melhor não. Após cumprir suas obrigações para com a sociedade, volta ao acalento de suas raízes.
Para
o caipira, a vida precisa ser saboreada em seus mínimos detalhes: na prosa boa
e demorada com seus interlocutores, no apreciar dos elementos da natureza que
lhes passam às vistas, no degustar da velha e boa comida feita com a mesma e
tradicional receita, no apego às velhas fórmulas para resolver velhos e novos
problemas e, claro, festas, porque ninguém é de ferro.
O
caipira não troca o certo pelo duvidoso e desconfia muito das novas
tecnologias, até que estas se revelem definitivamente indispensáveis. Sem
pretensão de santidade, mostra-se extremamente apegado aos aspectos de sua
religiosidade. Sem ser revolucionário, tem sempre um deboche na ponta da língua
quando o assunto é política.O zelo pelas tradições é outra característica do
caipira. Não que viva apenas das glórias do passado ou tenha medo do futuro
apegando-se nostalgicamente ao que não volta mais. Esta
característica é uma sábia e providencial resposta de sua alma, sem a qual, as
ameaças de massificações culturais estéreis, ou tão somente mercantilistas
destruiriam o GENE DA CULTURA BRASILEIRA. Graças ao caipira, isto não vai
acontecer! Mas, a verdadeira marca do caipira é sua capacidade para simplificar.
São os “ataios”, soluções indispensáveis para a manutenção de seu bem-estar,
especialmente quanto à linguagem. Para quê gastar tanto esforço na pronúncia
“eucalipto”, se basta dizer “calipe, acalipe, calipar”? O falar caipira revela,
a despeito dos justos argumentos dos defensores da língua pura, apenas e tão
somente o jeito mais fácil de se comunicar. Comunicação, por sinal, direta,
objetiva e pessoal, porque certamente não existem meios mais eficazes para se
transmitir uma mensagem, e isto o caipira sabe muito bem fazer. Caipira é
sinônimo de Brasil. Viva o caipira !
Tecnologias Assisitvas
INCLUINDO E
INFORMARTIZANDO ALUNOS ESPECIAIS
Vivemos num mundo conectado. Este
lugar está cada vez modificando-se com mais rapidez. Assim, as pessoas que não
estão totalmente inseridas neste movimento, não conseguem entender como nossa
realidade funciona.
Para ser realmente inclusiva,
toda a atividade educativa deve colocar o aluno especial diretamente ligado com
a vida, com o momento, com a situação. Para que esta interação funcione, os
agentes envolvidos devem trocar informações e participar das redes sociais e da
pesquisa.
Pelo que tenho observado, a
partir do momento em que um aluno especial conhece as ferramentas de
informática, aprende a usar e entende que ela vai facilitar sua relação com o
mundo, ele sente que as coisas passam a ser mais fáceis e que a diferença entre
ele e as outras pessoas é muito menor, e às vezes, nem vai aparecer.
Interagindo com meus alunos
através do “MSN”, do “Facebook” e outras redes sociais observo que eles
conseguem de maneira muito normal comunicarem-se e que se sentem totalmente
incluídos. Neste momento, todas as diferenças param de existir e podemos trocar
ideias e falar sobre a escola, a aula, os colegas de maneira muito rápida.
Depois, na escola até por um olhar conseguimos trocar informações, pois a
principal parte foi feita pelo computador.
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