domingo, 18 de novembro de 2012

3º ANO MÉDIO: UNIDADES 6 E 8

Unidade 6

Texto 2
A vida depois do ensino médio
“Então, o que você vai fazer depois da formatura?” Muitos terceiro e quartanistas  [o ensino médio nos EUA dura quatro  anos] cansam-se de responder  a  essa pergunta repetidas vezes. Independentemente de seus planos incluírem uma universidade, ir diretamente para o mercado de trabalho ou tirar um ano de folga, aqui estão algumas dicas práticas para você se preparar para a jornada. Fazer uma faculdade
Algumas pessoas sabem desde muito novas exatamente o que querem ser e como planejam chegar lá. O pai de Rachel é médico e o amor dele pela carreira escolhida a inspirou a seguir seus passos. Rachel, que está prestes a começar a faculdade de  Medicina, disse que escolheu seu curso  anterior à graduação [quatro anos de estudos que precedem a graduação] com a ideia da faculdade de Medicina em mente.
Nem todos nós, porém, temos tanta certeza de nossos planos, e não há nenhum problema nisso também. Muitas pessoas começam em um programa de artes liberais na faculdade e então escolhem uma graduação depois de um ano ou dois. (Orientadores escolares dizem que 75% dos estudantes mudam de curso de graduação depois que entram na faculdade.) A escola não  diz respeito apenas a ter uma carreira e conseguir um emprego com bom salário depois da graduação – é um lugar para aprender sobre você mesmo e sobre o mundo.
A escolha de uma escola
Se a faculdade é o seu futuro, você precisa se planejar. Quais faculdades o atraem? Como você vai fazer para pagar o curso? Como decidir que faculdade fazer quando há milhares para escolher? Comece fazendo a si próprio perguntas sobre as suas preferências: Quais são meus pontos fortes? Estou interessado em artes liberais, ciência ou negócios [programas que antecedem a graduação]? Que tipo de ambiente de aprendizado é melhor para mim? Eu ficaria mais confortável numa faculdade pequena ou eu me sentiria
confinado? Quero ficar perto de casa ou morar longe? (...) Gosto de ficar com pessoas mais parecidas comigo ou quero conhecer um grupo diferente? Pergunte a amigos e irmãos mais velhos que estão na faculdade sobre suas escolas e sobre outras que eles conheçam.
Converse com o seu orientador escolar ou com um dos professores e vá a feiras de faculdades quando elas visitarem a sua cidade.
(...)
Conseguir um emprego
Talvez você tenha decidido que faculdade não é para você – pelo menos agora. Se você quer fazer parte  do mercado de trabalho, as oportunidades estão por aí para aqueles que não têm curso superior. Um caminho que alguns diplomados [no ensino médio] tomam é o serviço militar ou os serviços gerais.
Algumas organizações das indústrias de varejo e hoteleira oferecem programas de treinamento a diplomados do ensino médio. Consulte as possibilidades em computação, contabilidade e folha de pagamentos, ou vendas. Converse com seu orientador escolar ou com seu professor favorito sobre o mercado de trabalho na sua área. Assegure que os amigos dos seus pais saibam o que você está procurando. Veja os classificados no jornal e faça pesquisas na internet. A maioria das grandes empresas publica as
oportunidades de trabalho em seu site. Não ignore oportunidades em serviços. Matt estudava engenharia
industrial na faculdade. No meio do primeiro ano, decidiu que o curso não estava dando certo, apesar de  ter ficado lá  até o fim do  ano. Então ele  foi transferido para um programa de aprendizes para se tornar eletricista. “Às vezes você sente que a sociedade  lhe diz que você tem  de fazer uma faculdade, principalmente se você é um bom aluno, e passei por essa batalha na minha cabeça”, diz Matt. “Mas eu sabia que tinha de descobrir o que era adequado para mim. E, agora que descobri, não me arrependo de minha escolha de jeito nenhum.”
(...)
http://kidshealth.org/teen/school_jobs/jobs/after_hs.html
(Acesso em: 10 mar. 2010)


Unidade 8
Texto 1
A sobrevivência em um mundo mais quente
Se o planeta esquentar 4ºC  – e  isso deve  ocorrer neste século  – mudará a ponto de ficar irreconhecível. Uma nova ordem mundial radical pode ser a nossa única esperança, diz Gaia Vince. Crocodilos ao sol na costa da Inglaterra, um vasto deserto brasileiro, as cidades míticas perdidas de Saigon, Nova Orleans, Veneza e Bombaim, e 90% da humanidade dizimada. Bem-vindo ao mundo 4ºC mais quente. Essa é claramente uma visão do futuro que ninguém deseja, mas isso pode acontecer. Temendo que os maiores esforços para controlar as emissões de gases-estufa falhem, ou que o clima do planeta responda com mecanismos que vão acelerar o aquecimento, alguns cientistas e economistas estão considerando não  só como o mundo do futuro será, mas como ele poderia suportar uma população humana crescente. (…)
Quatro graus pode não parecer muito  – afinal, é menos do que uma mudança comum de temperatura entre o dia e a noite. Pode soar até agradável, como mudar-se de Boston para a Flórida, ou aposentar-se e ir do
Reino Unido para o sul da Espanha. Um aquecimento médio de 4ºC em todo o globo é uma questão bastante diferente, entretanto, e deixaria o planeta irreconhecível*  em relação a tudo que os  seres  humanos já  vivenciaram. De fato, a atividade humana causa e causará um impacto tão grande que muitos
propuseram descrever a época a partir do século XVIII como uma nova era geológica, marcada pela atividade humana. Um aumento de 4ºC poderia facilmente ocorrer. (...) Um fator chave em quão bem lidamos com o mundo aquecido é quanto tempo temos para nos adaptarmos. Quando – e se – atingiremos essa temperatura depende não só da quantidade de gases-estufa que jogamos na atmosfera e com que
frequência, mas  de  quão sensível o clima  mundial é a esses gases. (...) Poderíamos cozinhar o planeta a 4º
C  até 2100. Alguns cientistas temem que chegaremos a esse ponto antes de 2050. (…) A última vez que o mundo sofreu aumentos de temperatura dessa magnitude foi há 55 milhões de anos. (…) Metade da superfície do mundo está nos trópicos, entre 30º e  −30º de latitude, e essas áreas são particularmente vulneráveis a mudanças climáticas. Índia, Bangladesh e Paquistão, por exemplo, sentirão a força de monções asiáticas mais curtas, porém mais violentas, o que provavelmente causará enchentes ainda mais devastadoras do que a área tem hoje. Mas como a terra estará mais quente, a água evaporará mais rápido, causando secas por toda a Ásia. (…) A perspectiva mais assustadora de um mundo 4ºC mais quente é a de
que talvez seja impossível voltar a qualquer coisa que se pareça com a Terra variada e abundante de hoje. Pior ainda, a maioria dos modelos concorda que uma vez que houver um aumento de 4ºC, o aquecimento será incontrolável, e o destino da humanidade ainda mais incerto.
New Scientist, 28 fev. 2009.

2º ANO MÉDIO: UNIDADES 4 E 5



Unidade 4
Texto 1
Uma história de um homem anoréxico
Jerry é um aluno de terceiro ano do ensino médio  [quatro anos de duração nos EUA]. Ele gosta de futebol e joga hóquei nos fins de semana. É um estudante acima da média e tira nota 10 em Álgebra e Trigonometria. Se olharmos para Jerry dessa perspectiva, veríamos que não há nada de errado com ele. Ele é nosso típico vizinho adolescente. O que as pessoas não sabem é que Jerry sofre de anorexia.
É um fato que a anorexia é considerada um distúrbio feminino. Os homens são marginalizados se sofrerem dessa doença, porque o público enxerga os homens com anorexia como estranhos ou, até certo ponto, como homossexuais. (…) Jerry mora no subúrbio. É uma comunidade tranquila distante das ruas
agitadas dos distritos empresariais da cidade. Três anos atrás, uma loja que vendia roupas assinadas [por estilistas] foi construída perto da escola de Jerry. Ele passa por essa loja todos os dias quando volta para casa a pé. Ele sempre vê uma porção de fotos de modelos glamorosas vestindo  alta-costura. Não
sabíamos disso, mas na cabeça dele Jerry imagina que um dia vestirá aquelas roupas, e suas fotos estarão penduradas naquelas vitrines. Desde então, a anorexia de Jerry tornou-se cada vez mais visível. (...)
Todas as manhãs, a mãe de Jerry preparava o café da manhã para ele e seus irmãos. Mas Jerry sempre insistirá que precisa ir cedo para a escola para o treino de futebol, então sua mãe embrulhará uns sanduíches para o lanche. A mãe dele não sabia que todos esses anos Jerry estava jogando fora todos esses lanches deliciosos que ela preparava para seu filho. No blog de Jerry ele escreveu: “Detesto meu corpo! Meu metabolismo é tão lento. (...)” A anorexia está atacando Jerry por causa de seu sonho de se tornar um
modelo. Alguns podem até concluir que essa atitude é muito  gay. (...) As paredes do quarto dele são cheias de fotografias de modelos masculinos recortados de revistas. Não, ele não é homossexual; só uma vítima da
insegurança e da baixa autoestima. A anorexia pode atingir qualquer um. Você pode não perceber, mas a sua obsessão em perder peso pode levar a isso. A anorexia não é um problema para ser resolvido sozinho. (...) A anorexia pode matar. Ela pode matar você. Lembre-se de que ser bonito não é igual a ser magro. (...) Se você estiver sofrendo de anorexia como Jerry, POR FAVOR consulte um especialista agora mesmo. Faça isso antes que seja tarde demais. Os homens podem ter anorexia também. Não tenha vergonha, pois 10% das pessoas anoréxicas são homens. Você não está sozinho nessa batalha. Lute contra esse conflito dentro de você. (…)
http://www.aboutanorexia.org/Articles/A_Story_of_a_Male_Anorexic.phhttp://www.aboutanorexi
a.org/Articles/A_Story_of_a_Male_Anorexic.php
(Acesso em: 15 out. 2009)

Texto 2
As diferenças entre anorexia e bulimia
As distinções entre distúrbios alimentares podem ser confusas. Enquanto a anorexia e a bulimia podem ter coisas em comum, outros fatores as tornam diferentes. Para os pais, entender as diferenças pode ser crucial, já que a identificação precoce e o tratamento adequado aumentam significativamente as chances de a criança se recuperar. A seguir, informações para ajudar a distinguir as duas. Definição: A anorexia é mais comum em adolescentes, enquanto a bulimia é mais comumente vista em mulheres de cerca de 20 anos. Entretanto, não cometa o erro de pensar que há uma idade definida para qualquer uma dessas doenças. Aqui estão diferenças entre a anorexia e a bulimia baseadas na definição da Associação Psiquiátrica Americana: 
Bulimia nervosa
• Episódios recorrentes de alimentação excessiva (media mínima de dois episódios de alimentação excessiva por semana por ao menos três meses). 
• Sentimento de falta de controle sobre o que se  consome durante as 
comilanças.
• Uso regular de uma ou mais das seguintes medidas para impedir o ganho de 
peso: vômito autoinduzido, uso de laxantes ou diuréticos, dieta ou jejum rígidos 
ou exercício intenso.
• Preocupação exagerada e persistente com o corpo e o peso.
Anorexia nervosa
• Recusa em manter  um peso  que esteja acima do peso mais baixo 
considerado normal para a idade e a altura.
• Forte medo de ganhar peso ou tornar-se gordo, mesmo estando abaixo do 
peso.
• Imagem corporal distorcida.
• Em mulheres, ausência de menstruação sem gravidez  por três meses 
consecutivos. (...)
http://www.avalonhills.org/info/bulimia-anorexia-difference.html (Acesso em: 23 
fev. 2010)

Unidade 5
Texto 1
Vício: “Drogas, cérebro e comportamento – a ciência do vício”
Como a ciência revolucionou a compreensão do vício em drogas (...) Quando a ciência começou a estudar o comportamento viciante na década de 1930, as pessoas viciadas em drogas eram consideradas moralmente deficientes e sem força de vontade. (...) Hoje, graças à ciência, nossa visão e nossa resposta ao abuso de drogas mudaram completamente. (...) Sabemos que o vício é uma doença que afeta tanto o cérebro quanto o comportamento. Identificamos muitos dos fatores biológicos e ambientais e estamos começando a pesquisar variações genéticas que contribuam  para o desenvolvimento e a progressão da doença. (…) O que é vício em drogas? O vício (...) é considerado uma doença cerebral, porque as drogas
alteram o cérebro – mudam sua estrutura e a forma como ele funciona. Por que algumas pessoas se tornam viciadas em drogas e outras não? Nenhum fator isolado determina se a pessoa vai se tornar viciada em
drogas (veja figura). O risco geral de vício é afetado pela constituição biológica Eliana Maria Clara
Neuza do indivíduo  – pode  até  ser influenciado por gênero ou etnia, estágio de desenvolvimento e ambiente social circundante, como as condições em casa, na escola e no bairro. (…)
Fatores de risco
Biologia/Genes
- Genética
- Gênero
- Distúrbios mentais
Ambiente
- Lar caótico e abuso
- Uso e atitude dos pais
- Influência de colegas
- Atitudes da comunidade
- Baixo desempenho escolar
Droga
- Via de administração
- Efeito da própria droga
- Uso prematuro
- Disponibilidade
- Custo
Mecanismos cerebrais
VícioEliana
Maria Clara
Neuza
O vício pode ser tratado com êxito?
Sim. O vício é uma doença tratável. Descobertas na ciência do vício levaram a avanços no tratamento do abuso de drogas que ajudaram as pessoas a interromperem o  abuso e  a  reiniciarem sua vida produtiva. (...) Combinar medicações de tratamento (onde estiverem disponíveis) com terapia comportamental é a melhor forma de garantir o sucesso da maioria dos pacientes. (...)  Semelhante ao tratamento de outras doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, o tratamento do vício envolve uma mudança de
comportamento. (…)
www.nida.nih.gov/scienceofaddiction (Acesso em: set. 2009)





1º ANO MÉDIO: UNIDADES 4, 5 E 6


Unidade 4
Texto 1
Vivendo com duas culturas diferentes 
Linda Chang é uma menina vietnamita, mas agora ela mora com sua família em Seattle, nos Estados Unidos. Lá ela precisa lidar tanto com a cultura norte-americana quanto com a vietnamita. Os pais de Linda são muito rígidos com relação à vida social dela. Ela não tem permissão para sair com garotos. Não é que seus pais não confiem nela, ela diz. Eles não confiam no mundo. O dia típico de Linda começa cedo. Ela deixa suas irmãs na escola às 7 h 45 min e então leva duas amigas de carro para a Seattle Central, onde tem
aulas de  Química,  Discurso e  Ciência  Política. Quando sua jornada escolar termina, ao meio-dia, ela volta para casa. Dirige cuidadosamente, em geral evitando a via expressa e pegando ruas menos movimentadas para ir e voltar da faculdade. Linda diz que falar muito sobre questões familiares não é um costume Vietnamita. A conversa na mesa de jantar é sobre comida, não sobre relações interpessoais.
Ela respeita muito sua família. Seus amigos acham estranho o fato de que, se quiser sair, ela tem de pedir a aprovação de seu avô, tias, tios e pais; e mais: eles raramente dão a permissão. Apesar de reclamar dessas restrições, ela tem consciência de sua posição na família: um modelo para suas primas e irmãs.
Seventeen, nov. 1997.

Unidade 5
Texto 1
Falta de privacidade
Todos concordam que a  privacidade é um direito humano de valor inestimável. Mas hoje está se tornando cada vez mais difícil obtê-la. Computadores, cabines eletrônicas de pedágio, cartões de crédito, telefones celulares e caixas automáticos estão todos relacionados à falta de privacidade, porque ajudam pessoas e o governo a rastrear seus movimentos. Lembre-se, eles estão sempre observando você! Para manter um pouco de privacidade, tente adotar a seguinte postura: use dinheiro vivo quando puder; não forneça seu número de telefone, número da previdência social ou endereço, a não ser que você seja obrigado a isso; não preencha questionários ou atenda operadores de telemarketing; mantenha seu número de telefone fora
de catálogos; nunca use cabines eletrônicas de pedágio em estradas; nunca deixe seu telefone celular ligado – seus movimentos podem ser rastreados; não use cartões de crédito; tenha cuidado com a internet. Isso soa paranoico para você? Na realidade, esses são os conselhos dados pelos atuais ativistas pela
privacidade.
Adaptado de Speak Up, mar. 2000

Texto 2
Um trilhão de pontos de dados
Por Barrett Sheridan
(...) Na próxima vez que você olhar para o seu smart phone, pode ser útil saber que você não está apenas checando seu e-mail; você está contribuindo para o sistema nervoso central do mundo. Um telefone celular é, no fim das contas, um tipo de sensor: cada vez que você envia uma mensagem de texto, faz uma ligação telefônica ou baixa um e-mail, torres de celular localizam sua posição. Com 4 bilhões de aparelhos em uso no mundo todo, há trilhões de pontos de dados fluindo pela rede a cada mês e criando gráficos digitais de
nossas trajetórias pelo tempo e pelo espaço. Quando são colocadas juntas, essas trajetórias individuais expressam uma fotografia de um quarteirão,  de uma comunidade, de uma cidade – até mesmo de uma sociedade inteira. (…)
Newsweek, 9 mar. 2009.

Unidade 6
Texto 1
Mahatma Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869 em Porbandar, Índia. Ele se tornou um dos líderes espirituais e políticos mais respeitados do século XX. Gandhi ajudou a libertar o povo indiano da
dominação britânica através de resistência não violenta e é reverenciado pelos indianos como o pai da nação indiana. O povo indiano chamava Gandhi  de “Mahatma”,  que significa Grande Alma. Aos 13 anos, Gandhi casou-se com Kasturba, uma moça com a mesma idade que ele. Os pais de ambos arranjaram o casamento. Os Gandhi tiveram quatro filhos. Gandhi estudou Direito em Londres e voltou à Índia em 1891 para exercer a profissão. Em 1893, assinou um contrato de um ano para trabalhar com Direito na África do Sul. (…) Ele desenvolveu  um método de ação baseado nos princípios da coragem, da não violência e da verdade, chamado Satyagraha. (...) Em 1915, Gandhi  retornou à Índia. Em 15 anos tornou-se o líder do movimento nacionalista indiano. Usando os princípios  do Satyagraha, liderou a campanha pela independência indiana da Grã-Bretanha. Gandhi foi preso muitas vezes pelos britânicos por causa de suas atividades na África do Sul e na Índia. (…) Mais de uma vez Gandhi usou o jejum para chamar a atenção  das pessoas  a respeito  da necessidade de não ser violento. A Índia ganhou sua independência em 1947 e dividiu-se em Índia e Paquistão. Os distúrbios entre hindus e muçulmanos continuaram. (…) No dia 13 de janeiro de 1948, aos 78 anos de idade, ele começou a jejuar com o propósito de parar o derramamento de sangue. Depois de cinco dias, os líderes opositores prometeram parar a luta e Gandhi quebrou seu jejum. Depois de  12 dias, em 30 de janeiro, um fanático hindu, Nathuram Godse, (…) o assassinou.
www.indianchild.com/mahatma_gandhi.htm (Acesso em: 17 set. 2009)



terça-feira, 3 de julho de 2012

O PROJETO CURTA NA ESCOLA

http://www.curtanaescola.org.br/


O que é o projeto Curta na Escola?
A idéia de incentivar o uso de filmes de curta metragem brasileiros como material de apoio pedagógico em salas de aula já existia desde o início do projeto Porta Curtas Petrobras, em agosto de 2002.
Em março de 2006, através da ativação do módulo Curta na Escola, passamos a oferecer indicações de uso pedagógico para boa parte do acervo de centenas de filmes cuja exibição na íntegra é disponibilizada através do site.
Pedagogos especializados passaram a contribuir com sugestões - planos de aula sobre como utilizar cada filme indicado na abordagem de variadas disciplinas e temas transversais, em todos os níveis de ensino.
A adesão imediata de um grande número de professores, baixando os planos e elogiando o serviço, motivou o desenvolvimento do Projeto Curta Na Escola, que reúne neste website um conjunto de ferramentas interativas integralmente dedicadas a promover o uso dos curtas-metragens brasileiros na educação.

Unidade 2 - 1st grade T. 101, 102 e 103
Texto 1
Festival Folclórico de Parintins
O Festival Folclórico de Parintins é uma celebração popular anual
realizada na cidade brasileira de Parintins, no Amazonas. É o segundo maior
festival anual do Brasil; somente as festividades do Carnaval no Rio de Janeiro
atraem mais participantes.
Com frequência chamado de Festival do Boi-Bumbá, Bumba Meu Boi ou
simplesmente Festival, o evento acontece durante três dias no fim de junho. O
festival comemora a lenda local sobre um boi ressuscitado. É também uma
competição na qual dois grupos, Garantido e Caprichoso, competem
recontando de forma prolongada a história, e cada grupo tenta superar o outro
com danças, cantos e carros alegóricos extravagantes. (...)
http://en.wikipedia.org/wiki/Parintins_Folklore_Festival (Acesso em: 11 dez.
2009)
Texto 2
O Dia dos Mortos no México
O México comemora uma tradição anual chamada Dia dos Mortos
durante os últimos dias de outubro e os primeiros dias de novembro. Devido à
duração dessa festividade e ao modo como as pessoas se envolvem com ela,
tem sido chamada de "O Culto à Morte".
Como muitos países latino-americanos, o México celebra o Dia dos
Mortos ou Dia das Almas em 2 de novembro. O legado de civilizações
passadas manifesta-se detalhadamente nessa ocasião pelas crenças das
pessoas de que a morte é a transição de uma vida para a outra em diferentes
níveis onde a comunicação existe entre os vivos e os mortos. (...) O Dia dos
Mortos no México não é uma celebração melancólica, mas uma comemoração
alegre e colorida em que a morte adquire uma expressão viva e amigável.
http://www.dayofthedead.com/ (Acesso em: 11 dez. 2009)
Texto 3
O que é o baile de formatura?
Por Ian Partridge
O baile de formatura ainda é o mais importante do último ano do ensino
médio [nos Estados Unidos]. E, como sempre, a noite ainda gira em torno de
ter um par. (...)
Os garotos vivem um tormento para saber se a resposta será “sim" ou
“não” quando convidam uma garota para o baile. (...)
Na noite do baile, as garotas passam horas se arrumando juntas. (...)
Trajes formais ainda estão na moda, com as garotas usando vestidos e os
garotos vestindo smokings.
Passar a noite com uma limusine alugada é talvez a tradição mais
comum, seja individualmente ou em grupo. Antes do baile, jantares ainda são
frequentes. Espera-se que o garoto cubra todas as despesas.
Quando ele chega à casa da garota, é saudado pelos pais dela, que,
orgulhosos, seguram uma câmera. Os bailes de formatura também são isso.
(...)
http://www.ego4u.com/en/readon/countries/usa/life/promnight (Acesso em: 11
dez. 2009)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

TEXT 4: What is the origin of celebrating New Year's Eve?


Texto 4
Qual é a origem da comemoração do Ano-Novo?
A comemoração do Ano-Novo é provavelmente o feriado mais antigo do
mundo. Praticamente todas as culturas desde o início dos tempos têm algum
costume para representar a chegada do Ano-Novo.
Há mais de 4.000 anos os antigos babilônicos comemoravam a chegada
do Ano-Novo aproximadamente no fim de março. Esse é um momento lógico
para a comemoração porque é a época do ano em que a primavera [no
hemisfério norte] começa e novas safras são plantadas. (…)
Você sabia?
Os chineses comemoram o feriado de Ano-Novo em torno de um mês
mais tarde do que nós. Há 12 animais na astrologia chinesa e cada ano recebe
o nome de um deles. Desse modo, este pode ser "o ano do dragão" ou "o ano
da serpente". O ciclo repete-se a cada 12 anos. (…)
MCLAIN, Bill. Do fish drink water? Nova York: MJF

Text 2: page 26 Book 2)


Texto 2
Todos estão loucos pelo novo chocolate macio Bonkers!
Um novíssimo sabor acaba de chegar diretamente do baú de cereja do
Bonkers! Bonkers! cereja com chocolate. Saboroso chocolate por fora,
caramelo de chocolate amargo por dentro. Delicioso Bunkers! também vem nos
sabores morango, laranja, uva e melancia.
Todo o crédito de que você precisar.
Sem necessidade de agendamento.
Dr. Howard Stenger
Oftalmologista
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Domingos às 15h e às 19h30
US$ 7,50..... US$ 6,50..... US$ 5,50
Sextas às 20h30
US$ 8,50..... US$ 7,50..... US$ 6,50
Sábados às 18h30 e às 22h30
US$ 8,50..... US$ 7,50..... US$ 6,50
Não há apresentações às segundas-feiras
Bilheteria aberta todos os dias
Compre ingressos na Southern California Music Company,
[Endereço:] Rua So. Hill, 637, em todas as agências de ingressos Mutual and
Liberty, Lojas TRS e na bilheteria do Aquarius
– Aceitam-se encomendas pelo correio
Teatro Aquarius
Telefone: 461-2961 ou 461-3751
[Endereço:] Bulevar Sunset, 6230 (1 quadra a leste de Vine)
Hollywood, Califórnia
Cupom de encomenda pelo correio
Favor enviar______ ingressos a US$______ Total US$______
1a opção: Dia da semana______ Data______ Hora______
2a opção: Dia da semana______ Data______ Hora______
Nome__________________________________________
Endereço_______________________________________
Cidade______ Estado______ CEP______ Telefone______
Enviar cheque ou ordem de pagamento nominal a Teatro Aquarius, Bulevar
Sunset, 6230, Hollywood, Califórnia, CEP 90028. Favor enviar envelope selado
e com seu endereço.

Text 1: The best decade to grow up


Unidade 2
Texto 1
Aprenda o que você precisa, compartilhe o que você sabe
A melhor década na qual crescer...
por Candy Jules
Crescer no final dos anos 1950, começo dos 1960, aqueles foram os
melhores anos da minha vida. Foi bem quando eu estava descobrindo do que
se trata a vida. Eu tinha pais rigorosos, e tudo bem; a adolescência do meu
tempo não teve nada a ver com a dos meus filhos adolescentes, ou a dos
adolescentes de hoje.
Não me lembro de ninguém usando drogas, pelo menos nenhum dos
garotos com quem eu andava. (…)
O ensino médio era divertido. (...) Eu não era velha, não tinha rugas nem
era gordinha naquela época. Meu irmão mais velho estava sempre um passo
atrás de mim. Ele tomava conta de mim. Às vezes mais do que precisava.
Íamos a um clube do carro onde todos os garotos compravam aqueles
carros antigos e os consertavam. Aí eles tinham exposições de carros com
votação. Uma vez por mês o clube do carro dava um baile. (…)
Às vezes, íamos todos para o campo, circulávamos com os carros,
ligávamos os faróis, sincronizávamos todos os rádios na mesma estação e
fazíamos um baile de rua.
Costumávamos encher um carro de gente e ir para a cidade de Fresno,
a um lugar chamado Parque Roddings. Lá, corríamos pelos sprinklers [sistema
de rega automática] no calor do verão. Não fazíamos nada de mau, era só boa
e saudável diversão. Tudo parece tão infantil agora, mas a vida era excelente
naquela época.
Quando deixei a Califórnia, eu me senti como se quisesse morrer. Todos
os meus amigos haviam partido para algum lugar novo. Eu tinha 17 anos nessa
época. O ensino médio havia terminado, e eu sentia que a vida também. Eu
detestava a vida, às vezes parecia que eu odiava meus pais por virarem todo o
meu mundo de cabeça para baixo, e para quê?
Mas a vida continua; eu consegui um emprego, conheci o homem com
quem me casaria. (...) Tenho de admitir, por mais que eu amasse aquele
homem, eu não estava pronta para me casar. Eu simplesmente não estava
pronta para abandonar meus anos de adolescente. Eu amava minha vida e
amava estar me tornando uma mulher. Mas não estava preparada para ser
esposa. (…)
Vários dos meninos da minha classe de formatura foram convocados
para a Guerra do Vietnã, e muitos não voltaram para casa. (…)
Em 1963, meu marido estava na Highway Patrol School [Escola de
Patrulha Rodoviária] e minha sogra veio do centro para a minha casa para
dizer que o presidente Kennedy havia sido morto. (...) Aquela foi a primeira
tragédia com que eu tive de lidar depois de adulta. (...) Eu me lembro do cortejo
fúnebre e daquele menino pequenino lá de pé, fazendo continência ao caixão
do pai.
Eu olho para trás hoje e penso por que eu quis crescer tão rápido.
Aqueles foram os anos bons. Ouço as músicas antigas dos anos 1950 e 1960 e
me sinto triste às vezes. Sinto falta delas até hoje.
http://www.helium.com/items/551773-the-best-decade-to-grow-up-in (Acesso
em: 3 set. 2009)

Text 1; Vision: a window of consciousness


Unidade 3
Texto 1
Visão: uma janela da consciência
Quando você olha para a imagem central na pintura de Salvador Dalí
reproduzida acima, o que você vê? A maioria das pessoas percebe
imediatamente o rosto de um homem, olhos olhando para o céu e lábios (...)
debaixo de um bigode cheio. Mas, quando você olha de novo, a imagem se
rearranja num quadro mais complexo. O nariz e o bigode branco do homem
transformam-se no capuz e na capa de uma mulher sentada. O brilho dos olhos
do homem revela ser luzes nas janelas – ou reflexos nos telhados – de duas
casas de campo aninhadas em colinas escuras. Sombras na bochecha do
homem emergem como uma criança de bermuda de pé ao lado da mulher
sentada – ambos, agora fica claro, estão olhando as casas do outro lado do
lago por um buraco numa parede de tijolos, um buraco que antes enxergamos
como o contorno do rosto do homem.
Em 1940, quando realizou A Velhice, a Adolescência, a Infância (As Três
Idades) – que contém três “rostos” –, Dalí estava brincando com a capacidade
da mente do observador de interpretar duas imagens diferentes de um mesmo
conjunto de pinceladas. Por mais de 50 anos (...) pesquisadores, incluindo
meus colegas e eu, estamos usando de forma semelhante estímulos visuais
ambíguos para tentar identificar a atividade cerebral por trás da consciência.
Especificamente, queremos saber o que acontece no cérebro no instante em
que, por exemplo, um observador compreende que as três imagens de Dalí
não são na verdade rostos.
Adaptado de Scientific American, nov. 1999. Também disponível em:
<http://www.sciamdigital.com/>
(Acesso em: 10 mar. 2010)
Texto 2
Os movimentos na pintura
Impressionismo
Estilo ou movimento na pintura originado na França nos anos 1860,
caracterizado pela preocupação em retratar a impressão visual do momento,
especialmente em termos de efeitos variáveis de luz e cor.
Os pintores impressionistas repudiavam tanto o estilo acadêmico preciso
quanto as preocupações emocionais do Romantismo, e o interesse deles pela
representação objetiva, principalmente de paisagens, foi influenciado pela
fotografia em seus primórdios.
Cubismo
Estilo e movimento do começo do século XX na arte, sobretudo na
pintura, no qual a perspectiva com um único ponto de vista foi abandonada e
fez-se uso de formas geométricas simples, planos entrelaçados e, mais tarde,
colagem.
Surrealismo
Movimento de vanguarda do século XX na arte e na literatura que
buscava libertar o potencial criativo da mente inconsciente, por exemplo pela
justaposição irracional de imagens.
The New Oxford Dictionary of English, Oxford University Press, 1998

terça-feira, 12 de junho de 2012

ARTIGO: Gêneros Textuais na Era do Conhecimento


ARTIGO: Gêneros Textuais na Era do Conhecimento

Ana Carina Kucharski
Universidade Cidade de São Paulo


RESUMO: O texto social que atualmente conecta as pessoas está provocando muitas inquietações, não pelo conteúdo, mas pelo modelo dos gêneros textuais utilizados. Através de pesquisas e entrevistas com professores, alunos e comunidade em geral, este artigo encontrou algumas informações pertinentes às novas modalidades de discurso oral e escrito. O reflexo destas novas ferramentas de comunicação nas relações sociais formais e informais e da constante necessidade de conhecer, usar e apropriar-se dos novos gêneros conforme forem surgindo nas redes sociais virtuais e presenciais são situações tratadas neste artigo.

PALAVRAS-CHAVE: Gêneros textuais, discurso, redes sociais, comunicação.

1. A comunicação interpessoal como um organismo vivo

Desde a Revolução Industrial, as mudanças tornaram o mundo mais rápido assim como o desenvolvimento cultural. Em Maruschi (2000:10) “uma tecnologia projeta estratégias de textualização, gera um novo gênero e subverte, até certo ponto, cânones bem estabelecidos no processo de construção textual...” constatamos que não só nasce uma nova forma de comunicação, bem como ela tem uma dinâmica própria e independente.
A dinâmica virtual incorpora ao cotidiano não só da comunidade escolar, mas de toda a sociedade, novos tipos de textos orais e escritos. Conforme cita Maruschi (2002): “os gêneros textuais não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa dos usuários da língua.” Por isso a necessidade de identificar, conhecer e entender como funcionam esses discursos, uma vez que tudo está conectado – contexto social, cultural, tecnológico e virtual.
“Produzir linguagem significa produzir discursos. Significa dizer alguma coisa para alguém, de uma determinada forma, num determinado contexto histórico. Isso significa que as escolhas feitas ao dizer, ao produzir um discurso, não são aleatórias – ainda que possam ser inconscientes -, mas decorrentes das condições em que esse discurso é realizado”.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental.
Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais –
1ª a 4ª séries. V. 2 p. 22

Assim, para apresentar da forma mais objetiva possível, este artigo mencionará os alguns dos gêneros textuais mais usados no momento, bem como sua relação social no meio pedagógico e social, uma vez que para os educadores, torna-se cada vez mais difícil conscientizar o alunado da função específica de cada um e também de evitar os vícios de linguagem que algumas dessas ferramentas trazem para seus usuários tanto dentro quanto fora do ambiente escolar.
O impacto da tecnologia na Era do Conhecimento modificou até a maneira de pensar do homem desta sociedade, como podemos ler nas palavras de Fernández (1998:14): “Quem tiver a informação, e souber utilizar a tecnologia para utilizá-la e explora-lá, poderá produzir mais e consequentemente ser mais competitivo. Esse simples fato, que em outros momentos significaria uma vantagem limitada, neste momento, ao final e começo de um ciclo, com uma economia globalizada, que, por sua vez, torna possível também as novas tecnologias da informação e da comunicação, nesses momentos, dizíamos, esse simples fato muda o panorama econômico do mundo, condiciona e reorienta o futuro das pessoas, de seu trabalho, das formas de se relacionarem, de se distraírem ou de se divertirem. Definitivamente, mudam as bases materiais de nossas vidas e, em conseqüência, muda a sociedade. 1   (tradução da autora).
            Como consequência desta mudança social e cultural, surge a conexão entre as pessoas em toda e qualquer parte do planeta e em qualquer horário. Conectam-se através das ferramentas da internet para qualquer atividade formal ou informal, desde troca de recados até negócios e reuniões virtuais. Essa nova maneira de produzir informações gera uma nova modalidade de comunicação: a terciária (cf. Palma, 2002: 115), levando a novos gêneros textuais. Assim, a tecnologia, tem produzido novos gêneros que caracterizam a chamada e-comunicação (cf. Marcuschi, 2004:13).
            Toda esta nova relação entre indivíduo e tecnologia leva ao uso contínuo da Internet como meio essencial na relação, podendo tornar o usuário dependente e causar danos irreparáveis a crianças, adolescente e até adultos, como a reclusão.
1Quien tenga la información, la tecnologia y el domínio de la misma para utilizar y explotar aquélla, podrá producir más y en consencuencia ser más competitivo. Este simple hecho que en otros momentos hubiera significado una ventaja limitada, en estos momentos, a finales y principio de siglo, con una economía globalizada, que a su vez hacen posible también las nuevas tecnologias de la información, en estos momentos, decíamos ese simple hecho cambia el panorama econômico del mundo, condiciona y reorienta el futuro de las personas, de su trabajo, de las formas de relacionarse, de distraerse o de divertirse. En definitiva, cambian las bases materiales de nuestras vidas y en consecuencia cambia la sociedad. 

            Marcuschi (2004:14), apoiado em Crystal, chama a atenção para a participação indefinida nos bate-papos em salas abertas, vista como uma atividade que se parece com um enorme jogo maluco sem fim ou, então, assemelha-se a uma “festa lingüística” (linguistic party) para onde levamos nossa “língua” ao invés de nossa bebida.
2. A integração e a reação linguística
         “O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção de recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no todo do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua, elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.”
(BAKHTIN, M. M. Ao gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal (Trad. Paulo Bezerra). 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 261-262)

            Conforme o Censo de 2011, o Brasil atingiu 79,9 milhões de internautas no quarto trimestre. Esta realidade mostra que com o aumento de usuários, os custos para acesso aos equipamentos e às redes têm diminuído. Motivo este que permitiu a ampliação do número de usuários e consequentemente da comunicação entre eles, influenciando diretamente as alterações linguísticas gradativamente, conforme Xavier (2002) já mencionava. Assim, novos textos foram aparecendo, como forma de expressão a partir de aplicativos criados e distribuídos gratuitamente na internet. O brasileiro é o campeão mundial em tempo conectado, é o que fica mais tempo navegando. Um dos motivos é que grande parte destes navegadores são adolescentes que só podem sair uma vez por semana e então estendem sua vida social através das redes, conforme pesquisa da antropóloga americana Anne Kirah, contratada pela Microsoft para analisar os internautas, em 2007.
            As redes sociais, responsáveis pelo maior número de usuários, fortificaram o hábito e também a escrita. Surge então o que hoje chamamos de “internetês”(Othero;2002). Que para Faraco (2007, p.17) é mais uma solução do que um problema, se visto como uma alternativa para agilizar a escrita, uma vez que a velocidade da fala não acompanha a da mão. Este movimento de modernização da língua, numa escala mundial, nos mostra que a linguagem é uma forma de interação entre os sujeitos. Benveniste (1995): “É na linguagem e pela linguagem que o homem se constitui como sujeito”.  Levy (1956): “Os coletivos cosmopolitas compostos de indivíduos, instituições e técnicas não são somente meios ou ambientes para o pensamento, mas sim seus verdadeiros sujeitos”. O cantor Gilberto Gil compôs letra e música “Pela internet” (1997), onde O compositor baiano faz referências tecnológicas em relação à internet, uma analogia ao primeiro samba gravado no Brasil em 1917 (Pelo Telefone) de Donga. Gilberto Gil defendeu a internet como principal agente na construção do comportamento contemporâneo.
            Também menciona-se o “Letramento Digital” (Xavier 2005). Muitos professores comentam que há alunos que chegam na escola lendo as “gírias” e as imagens (emoticons) do MSN, pois acompanham em casa com os pais e irmãos.  Então, mesmo antes da escola, eles já possuem vocabulário escrito e conseguem ler estas palavras em diferentes ambientes por associação. Já os alunos maiores, usuários assíduos das redes sociais, estão assimilando novas expressões e escrevem, até involuntariamente, nos textos e enunciados escolares. Vários estudantes assumem que gostam de usar as mesmas formas na escola e outros admitem que não sentem quando estão usando, somente na releitura (e nem sempre) que conseguem notar e corrigir.
            Porém, há um fato marcante em todo este contexto: a realidade dos professores diante das mídias. Muitos profissionais ainda relutam em associar-se ao mundo virtual. Ainda existem aqueles que não usam, não sabem e não têm interesse em aprender. Há os que têm dificuldades e não têm muito tempo e seu desenvolvimento é lento e precário em vista daquele que os alunos apresentam. Mesmo assim, não admitem aprender com os alunos.
            Outro grupo de professores são usuários tão assíduos quanto os alunos. Alguns até ousam comunicarem-se com os alunos, mantendo certo cuidado para não deixar tudo íntimo de mais. Eles acreditam que não há como negar, retroceder, separar ou ignorar tal situação. Tudo está conectado o tempo todo. Os alunos sofreram uma invasão de tecnologia e agora não é possível exigir deles que separem o que é da escola e o que não é. Até porque a escola como uma entidade formadora, uma parte da vida do aluno, é também responsável por esta formação virtual.
            Levy (1956) já estudava este comportamento e escreveu:
“Em um contexto de formação, os hipertextos deveriam portanto favorecer, de várias maneiras, um domínio mais rápido e mais fácil da matéria do que através do audiovisual clássico ou do suporte impresso habitual.
O hipertexto ou a multimídia interativa adéquam-se particularmente aos usos educativos. É bem conhecido o papel fundamental do envolvimento pessoal do aluno no processo de aprendizagem. (...) Ora, a multimídia interativa, graças à sua dimensão reticular ou não linear, favorece uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica, face ao material a ser assimilado. É, portanto, um instrumento bem adaptado a uma pedagogia ativa”.

            Diante de tal apontamento e da data em que foi feito, é fato que o corpo docente realmente não encarou como deveria o desenvolvimento tecnológico e a era digital. Após várias entrevistas a professores, coordenadores, diretores e monitores,  a maioria (79%) informa não ter feito curso especializado para aprender as ferramentas da informática. De um total de 200 entrevistados, 88% reconhece que hoje esta formação faz falta e que o desempenho em sala de aula seria diferente se eles dominassem algumas ferramentas desde sua época de faculdade.
            O governo brasileiro, conhecendo tal fato, desenvolveu em 1997, o PROINFO (Programa Nacional de Informática na Educação) com o objetivo de melhorar a educação através das novas tecnologias na construção do conhecimento. Através deste programa, as escolas recebem equipamentos e softwares educacionais pelo governo federal e os estados e municípios devem proporcionar a instalação e o ambiente para uso coletivo. Implantou os NTEs (Núcleos de Tecnologia Educacional) onde os professores recebem orientação e até treinamento para a utilização das mídias.  E outros cursos foram disponibilizados através da Plataforma Freire, de acordo com cada região do país. Mas isso não basta. Para mudar este quadro, para produzir resultados satisfatórios para a comunidade escolar e social como um todo, precisamos neste lado da situação convencer os professores que deve acontecer um engajamento, uma adesão pessoal e profissional aos novos rumos dos textos, aos outros tipos de fala e de escrita que estão permeando a vida das pessoas desta geração e que continuarão a aparecer e desaparecer com tanta rapidez que talvez algumas nem se tenha conhecido ou usado e já esteja sendo tratada como obsoleta.
            Entre os alunos, de 200 alunos entrevistados (6º ao 9º ano) 66% utilizam diariamente a internet e no Ensino Médio o nível é mais alto chegando a 94%. Eles ainda comentam que o aprendizado de tudo foi muito fácil e que na maioria das vezes os amigos que explicam como funciona para que assim possam se comunicar.
            Segundo Chartier (1994, p. 7): “A revolução do nosso presente é mais importante do que a de Gutemberg. Ela não somente modifica a técnica de reprodução de texto, mas também as estruturas e as próprias formas do suporte que o comunica a seus leitores”.
            Porém, toda esta mudança não traz só inquietações no sentido da comunicação. Ela impera também na questão do entendimento, da aceitação ou não, da complementação da informação. De todos os docentes entrevistados, 38% afirmam que muitas vezes não são capazes de entender na primeira leitura o texto disponível, a não ser que já saibam algo sobre o assunto. Caso contrário, imediatamente pesquisam para poderem continuar. Já para os alunos, a dificuldade é ainda maior: 82% dos alunos afirmaram que muitas vezes trocaram de notícia ou passaram aos amigos perguntando do que se tratava por não ter conhecimento sobre o fato. Chegamos a um ponto importante – o entendimento. Mesmo que a informação e a comunicação estejam ao alcance de muitos, é comprovado que os indivíduos mesmo conectados precisam fazer associações e relações a fim de chegar a um entendimento da situação. Salienta-se então Cláudio Weber Abramo:
“Uma das graves pragas modernas é a crença na informação. Vemo-la em plena atividade, por exemplo, nas resmas de papel dedicadas à chegada da internet ao Brasil. A impressão é que, agora sim, saberemos tudo sobre tudo: o conhecimento ready-made nas pontas dos dedos. (...) A partir da constatação de que tais fatos ocorrem, passa-se a afirmar que o grande volume de informações disponíveis em veículos que estariam em princípio ao alcance de qualquer indivíduo representa a democratização do conhecimento e, portanto, estímulo decisivo ao desenvolvimento da cidadania, à mitigação das desigualdades sociais e assim por diante, abrindo nova era de progresso para a humanidade. (ABRAMO, 1995, p.3)

               Pontuando tais índices, surge a reflexão: independente da tecnologia que se usa ou que se oferece aos alunos, o beneficio real somente acontecerá quando for  provada a real aplicação do que foi mostrado ou lido através das mídias. É preciso entender que a era do conhecimento busca usar as novas ferramentas para proporcionar novas formas de conhecimento e informações, colaborando assim para a evolução do pensamento humano.
               Atualmente, os sites mais usados pelos entrevistados (alunos e professores) são o Facebook e o Twitter.  Eles utilizam diferentes maneiras de apresentar suas postagens. O Facebook permite expor textos de todos os tamanhos e imagens. Já o Twitter utiliza um texto com tamanho máximo de 140 caracteres. Este dado apresenta a diferença básica no uso das duas ferramentas. Os usuários adaptam-se rapidamente e até usam simultaneamente. Antes do sucesso mundial do Facebook, o Orkut era a sensação. Tinha uma aparência mais individual e agora já é tratado como “falecido”. Esta é a realidade dos aplicativos virtuais – seu uso também tem prazo de validade. 
               Analisando os textos postados no Facebook, pode-se encontrar desde recados até poemas da Literatura Clássica. Pode-se assistir vídeos, cujos links estão disponíveis e ver álbuns de fotos dos amigos. Aliado a tudo isto, está o bate-papo, bastando apenas clicar no nome do destinatário para começar a conversa. Se partirmos da afirmação de Bronkart (1999:73) que “qualquer espécie de texto pode atualmente ser designada em termos de gênero e que, portanto, todo exemplar de texto observável pode ser considerado como pertencente a um determinado gênero.” Por isso, o espaço do Facebook mostra uma riqueza imensa de textos onde as informações são atualizadas rapidamente e aparecem nas mais diversas modalidades, desde textos tradicionais, poemas, imagens com emoticons e memes até fotos e montagens. Como há uma interatividade nesta rede, há necessidade de conhecimento, agilidade mental e domínio das ferramentas de uso para que o leitor possa também interagir respondendo, comentando, e até postando novas mensagens ou imagens.
               No caso do Twitter, acontece a troca imediata de mensagens e links que ficam à disposição, soa quase como uma conversa on-line onde vários estão conectados sem ter necessariamente uma relação direta. Na visão dos internautas adolescentes, esta liberdade proporciona um entrosamento muito bom e divertido. Além do mais, muitas imagens remetem a notícias, fazendo que o leitor procure informações para entender o que foi postado. Ser usuário não basta, é preciso estar inserido no mundo real através do mundo virtual.
               Diferente do MSN, onde as pessoas precisam estar diretamente relacionadas para conversarem e podem produzir textos do tamanho que desejarem e ao mesmo tempo enviarem fotos que não geram links, servem para baixar no computador de destino e somem ao final da conversa. É mais limitado nas relações e na produção textual, uma vez que não há uma integração total, é preciso convidar os parceiros de conversa e eles precisam aceitar para ter uma resposta. Em 2009, o Brasil já tinha 500 milhões de usuários trocando mensagens no MSN.
               Saindo de toda esta ciranda comunicativa e cultural, entramos num dos textos mais usados no mundo, através dos computadores – e-mail. Este gênero, em 2004 foi considerado por Paiva como uma ferramenta que propiciava o envio de sons e imagens rapidamente. Associou vantagens a ele como a de enviar textos de qualquer tipo para várias pessoas ao mesmo tempo. Maruschi (2005) já comparou-o a bilhetes e cartas, pela estrutura e tamanho do texto. Junto com o uso intenso do e-mail, desenvolveram-se algumas regras para que uma padronização pudesse ser respeitada pelos usuários, a fim de evitar problemas na interpretação das mensagens. São as chamadas Netiquetas – regras de escrita para textos na internet.
               Já foram abordados quatro tipos de textos virtuais com dinâmicas diferentes, que utilizam alguns recursos em comum. São eles: emoticons (smileys) feitos com imagens ou com caracteres tipográficos (:D – sorriso grande), links, acrônimos e pontuação, letras maiúsculas e minúsculas, etc. Cada um deles possui vida própria e pode ser utilizado simultaneamente com os outros, incluindo os mesmos usuários. Tal situação nos mostra o poder da rede nas atividades e nas relações. E diante disto pode-se constatar que inúmeras pessoas de diferentes idades, com diferentes níveis culturais conseguem aprender e usar sozinhos todos os aplicativos citados acima, bastando para a maioria apenas assistir uma ou duas vezes e depois sozinho, já em rede, ir perguntando aos outros usuários e eliminando suas dúvidas.
            No meio de toda esta diversidade, temos a vida profissional. Nas empresas, a vida segue conectada. Em muitas situações, acontece até a proibição do uso das redes sociais, bloqueando os programas. A necessidade do uso constante faz que os funcionários misturem as situações privadas na hora do trabalho. Dos 20 empresários entrevistados (empresas de pequeno e médio porte), 18 mencionaram não concordarem com o uso particular durante as horas de trabalho. Eles acreditam que alguns funcionários não realizam suas atividades com eficiência colocando-as em primeiro lugar. Alguns constataram o funcionário deixando as atividades esperando enquanto finalizavam uma conversa. Mas ao mesmo tempo, admitem que é uma situação inevitável e que em pouco tempo não haverá como bloquear tudo, até porque em alguns casos, a empresa também é beneficiada com a comunicação do MSN e a circulação nas redes.  Já nas grandes empresas, acontece o bloqueio em alguns casos e em outros, a própria empresa desenvolve um similar ao MSN para conversas internas e entre filiais, para diminuir custos de comunicação e agilizar a troca de informações.  Foram 20 empresas de grande porte visitadas e uma minoria de funcionários não usavam as redes sociais na hora do trabalho. Os mais “dependentes” mantinham o celular conectado e muito discretamente trocavam mensagens particulares. As regras são claras e devem ser cumpridas. Por isso comentam que o bloqueio nem sempre é necessário quando o funcionário entende que há hora para cada coisa e que ele deve mostrar responsabilidade e coerência em suas atividades profissionais. Comentam que o acesso à internet é fundamental para o trabalho. Charlene Li, fundadora do Altimeter Group, em sua entrevista para a revista Isto é Dinheiro em 05.03.2010 já sinalizava para a necessidade das empresas estarem conectadas às redes como forma de sobrevivência, atualização e canalização de informações comerciais. "Não subestimem as redes sociais".
            Estamos diante de um novo formato de receber e transmitir informação. As pessoas estão tão acostumadas com as redes que esta dependência, às vezes até prejudica a vida pessoal e profissional.  A dependência do celular, do computador, da Internet aumenta a cada dia, até em função de algumas ocupações que exigem o uso deles. Para aqueles que apenas são usuários e tornaram-se dependentes, consideram vícios socialmente aceitos, mas igualmente nocivos por afetarem o comportamento individual e social. Alguns especialistas associam as novas tecnologias a comportamentos impulsivos, ansiosos e até esquecidos. Cabe aqui ainda muitos estudos acerca dos problemas que resultam desse processo tecnológico. Mas um deles já tem nome: Nomofobia.  Segundo o site Elo: “É uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontatável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular. É um termo muito recente, que se origina do inglês: No-Mo, ou No-Mobile,que significa Sem celular. Daí a expressão Nomofobia ou fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.”  Claro que toda inovação sempre deve ser analisada nos aspectos positivos e negativos. Devido ao comportamento de muitas pessoas e das observações feitas, pode-se dizer que a Nomofobia está relacionada não só ao celular mas às outras tecnologias que permitem a conexão.

3. A escolarização dos novos gêneros
                                           
            Se os especialistas já avisam que a vida comercial não pode seguir sem conectar-se, é preciso trabalhar desde cedo, na escola, para que os usuários consigam adaptar-se a todos os ambientes, usando-os da maneira mais proveitosa e correta possível, evitando assim até a dependência.
            Acima de qualquer dado mencionado até agora está a leitura. Indiscutivelmente pode-se dizer que todo usuário das redes lê muito. E sua leitura é tão diversificada e rica que deve ser valorizada. Não se consegue imaginar que num dia, os alunos de ensino médio teriam acesso a tantos textos e imagens para “curtir” se não fosse a tela das redes e suas postagens. Mas se há tanta leitura, pergunta-se por que os alunos têm baixos índices de rendimento e dizem não gostar de ler? Nesta situação que entra a cultura digital. Os estudantes precisam ser orientados a ler e interpretar cada texto, cada imagem. Devem ser levados a questionar, responder, criticar, opinar sobre o que estão vendo e lendo. Há uma grande preocupação por parte de pais e professores em relação à formação intelectual das crianças e adolescentes. Eles acreditam que a leitura é a porta para o desenvolvimento sócio-comunicativo e intelectual das pessoas. Sugerem que a leitura seja variada desde a infância para criar um vinculo e um hábito, proporcionando a preferência diante do conhecimento de vários gêneros. Essa diversidade de suportes vai ampliar a experiência de leitura destes aprendizes que já estão em contato com o mundo digital desde o nascimento e na escola começam a sua relação como o mundo do papel. O momento de transição do papel (analógico) para a tela (digital), permite-lhes experimentar a simultaneidade de semioses e vivenciam a clipagem das linguagens. Neste momento de troca, onde acontece o processo de alfabetização deve-se dar uma grande importância para todas as mídias. O professor precisa encarar a realidade virtual que o aluno conhece como aliada na sua aprendizagem. Mesmo que existam alunos carentes, sem acesso às redes, eles não estão desconectados. Conhecem, tem curiosidade e devem ser inseridos neste contexto justamente para poder acompanhar os outros já bem acostumados com o ambiente digital.
            A Internet é um local que tem como base a liberdade de expressão e seu espaço produz predominantemente a linguagem escrita. No caso das redes sociais, há a produção de um texto verbal na forma escrita, o que gera o vocabulário próprio dos usuários. Independente deste vocabulário, cabe aos educadores mostrar aos aprendizes, em qualquer idade escolar, os caminhos que levam ao conhecimento verdadeiro. Como selecionar, como decifrar, como interpretar tudo que a rede virtual oferece de apenas um assunto pesquisado. É neste momento que a educação torna-se fundamental na relação com a era digital. Falar na Era do Conhecimento é estar com tudo à disposição para aprender o que quiser. Falta apenas saber como fazer. Esta orientação, infelizmente não é algo que se possa receber por e-mail ou assistir em vídeo no You Tube. Independente do grande número de informações disponibilizadas a todo instante, ainda temos carência de cultura global. Ainda temos analfabetos funcionais em toda a parte, incluindo nos países desenvolvidos. Umberto Eco, em uma entrevista a Luis Giron em 03/01/2012 responde:
 “Mas o conhecimento está se tornando cada vez mais acessível via computadores e internet. O senhor não acha que o acesso a bancos de dados de universidades e instituições confiáveis estão alterando nossa noção de cultura?
U.E.– Sim, é verdade. Se você sabe quais os sites e bancos de dados são confiáveis, você tem acesso ao conhecimento. Mas veja bem: você e eu somos ricos de conhecimento. Podemos aproveitar melhor a internet do que aquele pobre senhor que está comprando salame na feira aí em frente. Nesse sentido, a televisão era útil para o ignorante, porque selecionava a informação de que ele poderia precisar, ainda que informação idiota. A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes.”
(Observatório da Imprensa, 01/05/2012)


                É preciso mudar este futuro. Não se pode permitir que este pensamento se concretize, aproveitando a dica de um sábio escritor. Se realmente o professor é parte fundamental no processo de ensino-aprendizagem, é assim que fará sua essencial participação. Mas só poderá acontecer se ele, como membro orientador tiver conhecimento e base para guiar seus alunos. Se aceitar a educação com mídias, se envolver-se nas redes e souber separar o joio do trigo para ensinar seus aprendizes. Por considerar a língua como um organismo vivo e social, entende-se a sua renovação, transformação e ampliação como um produto da criatividade humana em constante evolução. Os novos contextos sociais criam os novos gêneros textuais, que têm a função de atender as diversidades culturais, reflexo da pluralidade de ambientes que interagem no mundo globalizado. Partindo da ideia: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." (Lavoisier) deve-se aceitar a criação de novos gêneros textuais e utilização de novas convenções de escrita para subsidiar a linguagem oral nas redes. Há também que identificar a relação entre os gêneros antigos (carta, bilhete, diário, reuniões presenciais) com os modernos (chat, e-mail, twitter, blog, videoconferências) e promovê-los como formas de interação.
            Outro ponto a ser comentado é que toda esta leitura de mundo que o usuário das redes faz diariamente, todos os comentários que ele escreve, idéias que troca  ou contesta fomentam seu vocabulário e suas opiniões passam a modificar-se e nos gêneros discursivos certamente haverá uma mudança também. Todas as conversas formais ou informais serão alimentadas pelas informações absorvidas na internet. Invadindo um pouco a modéstia, pode-se dizer, que até nas respostas subjetivas das provas, os alunos conseguem desenvolver melhor suas colocações por já terem praticado tal exercício na relação virtual.
            Não é preciso abandonar as normas cultas de escrita, nem esquecer das conjugações verbais. É necessário entender que as transformações e as novas tecnologias estão por toda a parte e devem ajudar a todos, seja empresário, pais, filhos, professores, consumidores, profissionais de todas as ordens, cada hora no seu papel social. E todos devem conscientizar-se que a evolução não vai parar e que o hoje já é passado em vista de algumas situações. Estar conectado agora é estar vivo para receber o amanhã, entendê-lo e participar ativamente dele. Deve-se buscar o aluno como criador de seus textos, sujeitos de seu mundo, motivado a interagir junto com seus colegas, professores, família, amigos, etc. O professor deve deixar de ser apenas um intermediário entre o conceito e a prática. Só corrigir não educa. Deve participar junto com o aluno, incentivando-o sempre que possível a criar mais e a pesquisar para melhorar o que está pronto.
            Novos gêneros ainda surgirão, assim como novas redes. Segundo Juliano Procópio, (@julianoprocopio), estudante de web design pela universidade Unitau, outra rede social dominará o mercado no futuro. “Creio  que deva surgir outra, já foi Orkut e Twitter. Hoje é Facebook, amanhã será Google+ e deve surgir outra, com certeza.” A sociedade da era conhecimento conhecerá os caminhos a seguir para chegar ao sucesso no mundo virtual, desde que confie em sua capacidade intelectual e busque o entendimento das coisas, pesquisando, perguntando, criticando, interferindo e produzindo seus conceitos. Isto é produzir conhecimento. Saber o quê, quando, onde e por quê. Saber o endereço das respostas, ou pelo menos o caminho para procurá-las.

4. Referências
BENVENISTE,Émile. Problemas de linguística geral I. 4 ed. Campinas: Pontes/Edit. Da Unicamp, 1995, pág. 286

DIONÍSIO, Angela Paiva, MACHADO; Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

FARACO, C.A. O internetês e a constante mutação da língua portuguesa. In: Notícias da UFPR. Curitiba: UFPR, abril/2007, ano 7, nº 40, p.16-17.

FERNÁDEZ, F. A.(1998). La Sociedad de la Información – Vivir en el siglo XX. Madrid: Acento Editorial.

LEVY, Pierre, 1956. As tecnologias da inteligência. Trad.  Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro. Ed. 34, 1993, (Coleção TRANS)

MARCUSCHI, Luiz Antônio (2002). Gêneros Textuais e atividades Lingüísticas no contexto da Tecnologia Digital. In: GEL – Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo. USP – Universidade de São Paulo, 23-25 de maio, 2002.
________________ (2004). “Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido (Luiz Antônio Marcuschi e Antônio Carlos Xavier – orgs.). Rio de Janeiro: Lucerna, p. 13-67.

MARQUES, R. Os desafios da Sociedade da Informação. Em Conselho Nacional
de Educação (ed.), A Sociedade da Informação na Escola. Lisboa: Editorial do
Ministério da Educação, 1998.

PALMA, D.V. (1998) “As Figuras de Pensamento do Eixo da oposição; recursos de linguagem ou processos cognitivos?” in A Leitura do Texto Poético e as Figuras de pensamento de Oposição: caminhos e descaminhos de paradigmas na modernidade. São Paulo. Tese de doutorado (Lingüística Aplicada) – Programa de Pós-graduação em Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, p. 77-158.

XAVIER, Antonio Carlos dos Santos . Letramento Digital e Ensino. In: Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. (Org.).  Alfabetização e Letramento:  conceitos e
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BARRETO, Cintia. In: Gêneros Textuais. Disponível em: http://www.cintiabarreto.com.br/didatica/generostextuais   - acesso em 01/03/2012

 Reflexões sobre o contemporâneo  Gêneros Textuais  Disponível em : julcirocha.wordpress.com/2008/04/17/generos-textuais – acesso em 03/03/2012









Como ensinar a fazer POESIA

http://mpbsapiens.com/como-fazer-poema-com-rimas/

www.divertudo.com.br/oficina/oficina.html


 www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/3985/como-trabalhar-a-poesia-em-sala-de-aula