Unidade 4
Texto 1
Vivendo com duas culturas diferentes
Linda Chang é uma menina vietnamita, mas agora ela mora com sua família em Seattle, nos Estados Unidos. Lá ela precisa lidar tanto com a cultura norte-americana quanto com a vietnamita. Os pais de Linda são muito rígidos com relação à vida social dela. Ela não tem permissão para sair com garotos. Não é que seus pais não confiem nela, ela diz. Eles não confiam no mundo. O dia típico de Linda começa cedo. Ela deixa suas irmãs na escola às 7 h 45 min e então leva duas amigas de carro para a Seattle Central, onde tem
aulas de Química, Discurso e Ciência Política. Quando sua jornada escolar termina, ao meio-dia, ela volta para casa. Dirige cuidadosamente, em geral evitando a via expressa e pegando ruas menos movimentadas para ir e voltar da faculdade. Linda diz que falar muito sobre questões familiares não é um costume Vietnamita. A conversa na mesa de jantar é sobre comida, não sobre relações interpessoais.
Ela respeita muito sua família. Seus amigos acham estranho o fato de que, se quiser sair, ela tem de pedir a aprovação de seu avô, tias, tios e pais; e mais: eles raramente dão a permissão. Apesar de reclamar dessas restrições, ela tem consciência de sua posição na família: um modelo para suas primas e irmãs.
Seventeen, nov. 1997.
Texto 1
Falta de privacidade
Todos concordam que a privacidade é um direito humano de valor inestimável. Mas hoje está se tornando cada vez mais difícil obtê-la. Computadores, cabines eletrônicas de pedágio, cartões de crédito, telefones celulares e caixas automáticos estão todos relacionados à falta de privacidade, porque ajudam pessoas e o governo a rastrear seus movimentos. Lembre-se, eles estão sempre observando você! Para manter um pouco de privacidade, tente adotar a seguinte postura: use dinheiro vivo quando puder; não forneça seu número de telefone, número da previdência social ou endereço, a não ser que você seja obrigado a isso; não preencha questionários ou atenda operadores de telemarketing; mantenha seu número de telefone fora
de catálogos; nunca use cabines eletrônicas de pedágio em estradas; nunca deixe seu telefone celular ligado – seus movimentos podem ser rastreados; não use cartões de crédito; tenha cuidado com a internet. Isso soa paranoico para você? Na realidade, esses são os conselhos dados pelos atuais ativistas pela
privacidade.
Adaptado de Speak Up, mar. 2000
Um trilhão de pontos de dados
Por Barrett Sheridan
(...) Na próxima vez que você olhar para o seu smart phone, pode ser útil saber que você não está apenas checando seu e-mail; você está contribuindo para o sistema nervoso central do mundo. Um telefone celular é, no fim das contas, um tipo de sensor: cada vez que você envia uma mensagem de texto, faz uma ligação telefônica ou baixa um e-mail, torres de celular localizam sua posição. Com 4 bilhões de aparelhos em uso no mundo todo, há trilhões de pontos de dados fluindo pela rede a cada mês e criando gráficos digitais de
nossas trajetórias pelo tempo e pelo espaço. Quando são colocadas juntas, essas trajetórias individuais expressam uma fotografia de um quarteirão, de uma comunidade, de uma cidade – até mesmo de uma sociedade inteira. (…)
Newsweek, 9 mar. 2009.
Texto 1
Mahatma Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869 em Porbandar, Índia. Ele se tornou um dos líderes espirituais e políticos mais respeitados do século XX. Gandhi ajudou a libertar o povo indiano da
dominação britânica através de resistência não violenta e é reverenciado pelos indianos como o pai da nação indiana. O povo indiano chamava Gandhi de “Mahatma”, que significa Grande Alma. Aos 13 anos, Gandhi casou-se com Kasturba, uma moça com a mesma idade que ele. Os pais de ambos arranjaram o casamento. Os Gandhi tiveram quatro filhos. Gandhi estudou Direito em Londres e voltou à Índia em 1891 para exercer a profissão. Em 1893, assinou um contrato de um ano para trabalhar com Direito na África do Sul. (…) Ele desenvolveu um método de ação baseado nos princípios da coragem, da não violência e da verdade, chamado Satyagraha. (...) Em 1915, Gandhi retornou à Índia. Em 15 anos tornou-se o líder do movimento nacionalista indiano. Usando os princípios do Satyagraha, liderou a campanha pela independência indiana da Grã-Bretanha. Gandhi foi preso muitas vezes pelos britânicos por causa de suas atividades na África do Sul e na Índia. (…) Mais de uma vez Gandhi usou o jejum para chamar a atenção das pessoas a respeito da necessidade de não ser violento. A Índia ganhou sua independência em 1947 e dividiu-se em Índia e Paquistão. Os distúrbios entre hindus e muçulmanos continuaram. (…) No dia 13 de janeiro de 1948, aos 78 anos de idade, ele começou a jejuar com o propósito de parar o derramamento de sangue. Depois de cinco dias, os líderes opositores prometeram parar a luta e Gandhi quebrou seu jejum. Depois de 12 dias, em 30 de janeiro, um fanático hindu, Nathuram Godse, (…) o assassinou.
www.indianchild.com/mahatma_gandhi.htm (Acesso em: 17 set. 2009)
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